Segunda-feira, 15 de Agosto de 2022
Adérito Silveira
Adérito Silveira
Maestro do Coral da Cidade de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Os músicos na taberna

- Uma delícia este carrascão- e sem parar esvazia o copo sofregamente. O amigo do lado não quer ficar para trás e alargando bem as bochechas caídas, chupa o vinho devagar com enorme prazer.

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O músico da caixa ergue triunfante o copo com um sorriso rasgado e largo. Na taberna, havia sempre um músico que trazia no farnel uma tora de salpicão ou rodela de chouriço ou linguiça. Era o caso do António de Raul e do António Silveira (corrupito). Eram músicos precavidos e era fácil vê-los de canivete em punho a partir vagarosamente esses petiscos com redobrado prazer para inveja de alguns.

“Só me falta o isco António, o copo já cá canta”, diz o Galado com voz solta e desafiadora, enquanto no ar faz a apologia do vinho. Na taberna, para além de alguns músicos também estavam pessoas da terra e uma mulher a quem chamavam de Inácia.

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