Domingo, 1 de Fevereiro de 2026
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Pacote Laboral

O Governo anunciou um pacote laboral que constitui uma declaração de guerra aos trabalhadores, com uma violenta agressão a direitos fundamentais: como salários dignos e condições de trabalho seguras.  

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Todavia, esta medida pretende reduzir fortemente a proteção laboral em Portugal, com base na ideia caricata de que retirar direitos, e  sermos mais produtivos. São vários os motivos para recusar e lutar contra esta proposta do governo, por exemplo:

  1. Diminuir o pagamento de Horas Extraordinárias;
  2. Horários Longos: o banco de horas prevê o trabalho possa ir até às 10h/dia e 50h/semana.
  3. Horários Instáveis: A proposta de retirar aos trabalhadores com filhos menores de 12 anos o direito a recusar trabalho noturno ou fins de semana.
  4. Promover da precariedade;
  5. Desregulação do tempo de trabalho: esta medida permite ampliar a jornada de trabalho, sem compensação financeira imediata, levando a uma «desregulação acentuada dos horários» e dificultando a conciliação entre a vida pessoal e profissional.
  6. Alargamento da isenção de horário de trabalho;
  7. Faltas para prolongar férias, uma falsa benesse;
  8. Perpetuação dos Baixos Salários: ponto muito polémico é a possibilidade de pagamento dos subsídios de férias e de Natal em duodécimos, prejudicando a gestão financeira das famílias.
  9. Facilitação dos Despedimentos: a facilitação da renúncia a créditos laborais no momento do despedimento, a dispensa da fase de instrução em processos disciplinares nas micro, pequenas e médias empresas, retiram garantias de defesa, podendo levar ao despedimento ilícito.
  10. Retrocesso nos direitos de parentalidade: diminuição da licença para amamentação até aos 2 anos, a submissão dos horários flexíveis para pais aos interesses da empresa e a revogação do direito a faltas por luto gestacional. As medidas penalizam, a conciliação entre a vida profissional e familiar.
  11. Enfraquecimento da Contratação Coletiva: O patrão decide a convenção coletiva a aplicar.
  12. Ataque à liberdade sindical: Limitação grave da ação sindical em empresas sem sindicalizados, condicionando a realização de reuniões no local de trabalho e sujeitando a afixação de informação à autorização patronal.
  13. Limitação do direito à greve: O alargamento dos sectores sujeitos a serviços mínimos e que sejam impostos de forma automática, independentemente da necessidade.
  14. Suspensão automática de coimas laborais;
  15. Fim da Suspensão Cautelar de Despedimentos Ilícitos: «facilita o despedimento» ilícito, pois remove uma barreira processual rápida e coloca a responsabilidade e o ónus financeiro do recurso ao trabalhador.

Haja Bom Senso na negociação deste Pacote Laboral.

 

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