Lamego comemorou, mais uma vez, a liberdade e a cidadania em democracia para manter viva a memória dos ideais de abril e demonstrar a sua confiança por Portugal pluralista, democrático e verdadeiramente livre.
O ponto alto desta celebração foi a sessão solene da assembleia municipal comemorativa do dia da liberdade, que contou com Paulo Portas, jurista e antigo ministro da defesa nacional e dos negócios estrangeiros.
Durante a sua participação, Paulo Portas fez a leitura e contextualização dos acontecimentos que conduziram ao 25 de Abril, o que mudou quando um grupo de capitães derrubou a ditadura e os principais desafios futuros para o país. Refletiu ainda sobre a necessidade de haver disponibilidade para a criação de compromissos políticos e sobre a importância da estabilidade. “Prefiro que haja transições do que revoluções. Só há revoluções quando não há reformas”.
Fernando Lobão, presidente da assembleia municipal, fez o discurso de encerramento, onde afirmou que “o 25 de Abril não foi apenas o fim de um regimento. Foi o princípio de um caminho. Um caminho de liberdade, de participação e de construção democrática, que depois ganhou uma forma na constituição, nas eleições livres e nas instituições que servem as pessoas. E esse caminho não acabou, continua”.
Acrescentou ainda que o poder democrático “foi uma das grandes concretizações de abril. Porque aproximou a decisão das pessoas. Porque deu voz às comunidades. Porque tornou a democracia mais próxima, mais humana e mais real. E cinquenta anos depois, essa responsabilidade continua a renovar-se todos os dias”.
A sessão contou ainda com a intervenção dos representantes dos partidos políticos que compõem a assembleia municipal e pela a atuação da associação “Quinto Império” com um momento musical dedicado à liberdade e à cultura.



