Domingo, 23 de Junho de 2024
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PIB per capita de países que aderiram à UE após 2004 aumentou 30%

Novos deputados de 27 países europeus tomarão posse no Parlamento Europeu. Um parlamento que reflete não só as disparidades ideológicas das várias famílias europeias, mas também a enorme diversidade das economias de onde estes são provenientes.

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Nas últimas duas décadas, desde 2000, verificou-se uma expressiva convergência 
económica dos países do Leste Europeu com a média da União Europeia (UE). A média 
do PIB per capita, ponderada pela população e em paridade de poderes de compra, dos 
países que aderiram a partir de 2004 à UE (maioritariamente países de Leste), em 
comparação com a média comunitária, subiu de 46% em 2000 para 79% em 2023.
A evolução nos PIGS”, acrónimo que representava os quatro países que na crise de 
2008 estavam em maiores dificuldades devido ao endividamento e ao défice público – 
Portugal, Itália, Grécia e Espanha –, foi totalmente diferente. Em 2000, a média 
ponderada do PIB per capita destes quatro países do Sul era superior à média na UE 
(107%), sendo que em 2023 esse rácio se fixava nos 91%. Estas economias foram das 
mais afetadas pela pandemia, tendo divergido ainda mais da média comunitária nesse 
período (média do PIB per capita destes países representou 86% da média da UE em 
2020), mas, em 2023 já tinham convergido para um valor próximo do que se verificava 
em 2019.
A economia portuguesa não divergiu tanto da média comunitária como os restantes 
PIGS, desde 2000, talvez porque o ponto de partida fosse diferente. Em 2000 Portugal 
estava longe da convergência que se verifica em média nos PIGS, uma vez que o PIB per capita português representava 85% da média na UE. Em 2023 fixou-se em 83%, um
valor próximo do que se verifica em média nas economias de Leste.
Os países do Norte e Centro da Europa continuam a estar acima da média da UE, mas 
a média do seu PIB per capita relativamente à média da UE baixou de 125%, em 2000, 
para 115%, em 2023. O facto de as economias de Leste terem crescido a um ritmo 
superior, contribuiu para esta realidade. 
 
As diferenças significativas das economias europeias colocam um desafio maior de 
convergência de decisões e prioridades no seio das instituições europeias. Fazemos 
parte, por isso, de uma União Europeia a várias velocidades a enfrentar desafios 
globais que exigem consensos cada vez mais exigentes. 

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