Este ano, o Pitoresco celebra a 10º edição, onde irão ser pintados quatro murais, que vão ser integrados aos 45 trabalhos já existentes espalhados pela cidade. O festival irá novamente ao espaço rural, nomeadamente a Parada de Cunhos e Constantim.
Os artistas desta edição são o Jorge Marinho, Fedor, Dois Terços e Ruído, que vão pintar murais em diversos sítios.
Em Parada de Cunhos, o artista Jorge Martinho vai elaborar uma obra no antigo posto da GNR. Dois Terços vão ser os responsáveis por o mural de Constantim que vai homenagear os Caretos e vai ficar situado numa parede da junta de freguesia.
O moral situado na rotunda da universidade vai ser restaurado, pelo artista que o executou, mantendo o tema original. O outro mural vai ser no bairro Alves Roçadas.
Para além destes murais, haverá workshops, exposições permanentes, animação infantil, música, instalações, teatro e oficinas para os mais novos.
Alexandre Favaios, presidente da Câmara de Vila Real, revelou que o Pitoresco não é apenas murais. “É encontro, proximidade, é a força de um festival gratuito e inclusivo pensado para a comunidade e feito para a comunidade”.
O Festival das Estátuas Vivas, que já vai na 14º edição, vai ser, mais uma vez, nos jardins da Vila Velha e conta com a participação de 10 estátuas vivas. Alexandre Favaios afirma que os “jardins da Vila Velha enchem-se de silêncio, de poesia e de encanto através da arte delicada e profunda de artes humanas”.
O autarca refere que este também já é uma marca cultural de Vila Real. “É uma arte que nos convida a parar, que lembra que a cultura é proximidade, diálogo e partilha”.
A vereadora da cultura da câmara municipal, Mara Minhava, revelou que, como forma de comemorar os 10 anos da iniciativa foi criado “um roteiro” que vai dar a conhecer as pessoas todos os murais, onde se localizam e um pouco da história dos mesmos. Relembrou também o motivo da criação do festival. “Teve como propósito a revitalização de espaços devolutos, sobretudo muros degradados para enche-los de cultura, de arte, de identidade”, recordou. Para além da revitalização, o projeto tem como objetivos representar temas ligados à cultura e à história de Vila Real e envolver a comunidade vila-realense.
O Pitoresco é uma galeria a céu aberto pelas ruas da cidade e do concelho, e já é considerada uma marca da cidade, levada quando se sai do concelho, mencionou o presidente da Junta de Freguesia de Vila Real, Francisco Rocha. “É uma marca enraizada no ADN da cidade”.
Daniel Souto, dinamizador do Pitoresco, frisou que o moral de Alves Roçadas vai ter um moral ligado ao desporto. “Mais uma vez, vai ser um moral muito ligado à história do bairro e à ligação ao desporto que lá existe”.
A edição de 2025 foi organizada, mais um ano, pela associação Instantes Mutantes, Quimera, pela autarquia e Junta de Freguesia de Vila Real, que promete várias surpresas durante os quatro dias do festival.



