Sábado, 16 de Maio de 2026
SaúdePólen — O inimigo dos alérgicos na Primavera

Pólen — O inimigo dos alérgicos na Primavera

Primavera é sinónimo de reflorescimento e quando chega traz temperaturas mais amenas, dias mais longos e noites mais curtas. Mas, para quem sofre de alergias, sair à rua torna-se um problema

As alergias são uma resposta exagerada do organismo a uma substância chamada de alergénio, que atinge o sistema respiratório. 

As suas origens podem ser várias, mas têm sempre em comum uma hipersensibilidade do sistema imunitário a determinados elementos causadores dessas mesmas alergias. 

Com a chegada da primavera, é comum ver-se no ar, e no chão, um pó amarelo, o pólen, um dos principais inimigos de quem é alérgico. O pólen diz respeito a partículas de angiospermas, produzidas pelas flores, principalmente nos períodos de polinização, que se espalham pelo ar e é um dos alergénios que facilita uma reação alérgica. 

RINITE ALÉRGICA SAZONAL 

É um dos tipos de alergia respiratória que afeta as vias aéreas superiores de milhões de pessoas por todo o mundo e tem mais incidência nesta altura do ano devido ao pólen que circula no ar. 

A VTM falou com João Alves, médico interno de 4º ano, no Centro de Saúde nº2 de Chaves, que apontou “os espirros, o corrimento nasal, a que chamamos pingo no nariz, a tosse seca, a comichão na garganta e a conjuntivite” como os principais sintomas deste fenómeno alérgico. 

“É a forma como o nosso organismo, através de um determinado tipo de célula que reconhece uma substância como o pólen, responde”. 

Embora não seja 100% provável, a rinite alérgica é hereditária e as pessoas atópicas, com problemas de pele, têm uma maior predisposição para desenvolver fenómenos alérgicos. 

Segundo João Alves, “as pessoas com rinite alérgica sazonal podem desenvolver asma, sendo que há especialistas que defendem que é um tipo de asma mais ligeira”. 

O diagnóstico é “clínico,  através dos sinais e dos sintomas”, mas em situações em que a resposta à medicação não é a esperada e se desconhece o desencadeador da reação alérgica, João Alves explica que “são realizados testes ao sangue, serológicos ou então testes IgE em que as pessoas são inoculadas com alergénios, para perceber se há ou não reação”. 

“NÃO TEM CURA”

A rinite alérgica “não tem cura, só se controlam os sintomas”. Como? “Com anti-histamínicos, e corticoides, nasais ou orais”, esclarece. 

“Esses fármacos não resultam em todos os casos. Às vezes, em ambiente hospitalar, fazemos a dessensibilização, ou seja, damos uma vacina ou fármaco oral.

Não tendo cura, a toma de fármacos é o único tratamento, mas João Alves recomenda, a quem sofre desta patologia, que se proteja, o máximo que puder. 

“É importante evitar andar na rua nos dias de maior concentração de pólen no ar e tentar ficar em espaços fechados”, disse o médico, sublinhando que o uso da máscara veio ajudar muitos pacientes.

“Este ano não temos tido tantos pedidos de consulta nesta área por causa da máscara. Veio ajudar e é uma proteção”, relembrando que o mesmo aconteceu com a gripe. 

“A máscara veio para ficar, não com esta obrigatoriedade. Num local com muita gente, fechado, é importante o uso da máscara, não só para nos protegermos, mas também para proteger os outros”


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