A partir de 1 de janeiro de 2027, os danos terão de ser avaliados num máximo de 20 dias úteis e os pagamentos efetuados até ao final do mês seguinte. A medida surge num território onde os ataques continuam a gerar preocupação entre os criadores de gado.
O despacho conjunto da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e do ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, pretende tornar o processo “mais simples, mais ágil e justo”. O Governo reconhece que os procedimentos atuais podem prolongar-se durante meses, agravando o impacto económico dos ataques, sobretudo nas explorações de menor dimensão e nos sistemas de produção extensiva.
Maria da Graça Carvalho defende que “proteger o lobo-ibérico é também proteger quem vive e trabalha nos territórios onde esta espécie está presente”, considerando que não é aceitável que os produtores tenham de esperar meses pela compensação. Já José Manuel Fernandes sublinha a importância dos pastores para a segurança alimentar, a coesão territorial e a prevenção dos incêndios, através da redução da carga combustível.
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