Segunda-feira, 26 de Julho de 2021
António Martinho
VISTO DO MARÃO Ex-Governador Civil, Ex-Deputado, Presidente da Assembleia da Freguesia de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Preocupações

São muitas e de natureza diversa. 

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Depois de um confinamento e respetivo desconfinamento (até se criam neologismos com este coronavírus-19!); depois de celebrações de datas históricas tão importantes para o Portugal dos nossos dias, como o 25 de Abril, o 1º de Maio e o 10 de Junho, com cerimónias mais ou menos participadas conforme o entendimento dos seus promotores; depois da travagem da economia com as consequências que se medem com indicadores da criação de riqueza nacional, enfim, depois de tudo isto, seria natural que surgissem preocupações no seio da sociedade, mas de igual modo, no dos governantes. Em alguns casos, uma pequena dose de bom senso podia evitá-las.

As aldeias da região ficaram sem as suas tradicionais festas de verão. Com o desencanto dos seus habitantes: os que aqui permanecem e os que vêm às raízes por este mês de agosto. Houve excessos? É natural. Creio bem que, apesar disso, houve mais cuidado por cá do que em certos meios urbanos. Mesmo assim, devemos ser mais cuidadosos. É útil e evita recados.

Enquanto refletia sobre estas situações surgiu em momento noticioso televisivo o anúncio de que as moratórias de empréstimos contraídos em momento anterior à pandemia terminavam em outubro e a generalidade das instituições de crédito pareciam não estar dispostas a prorrogar os prazos. Apesar de ser crédito ao consumo, decerto que não são compras de Porsches, Lamborghinis ou Teslas que estarão a preocupar as pessoas. Não é preocupação de somenos. A exigir a continuação de muitos cuidados e de mais atitudes preventivas. 

Entretanto, as 1ªs páginas alimentam uma polémica – a da Festa do Avante. Noutros tempos, merecia a presença de candidatos em momentos pré-eleitorais; hoje é só reticências e declarações duras. Mas atenção: a transparência reforça a democracia. Pessoalmente, considero que momentos políticos como os comícios do 1º de Maio, do Partido Chega e a icónica festa do PCP não deviam realizar-se por iniciativa dos próprios organizadores. Vive-se um momento de exceção. Mas há formas de resolver esta questão. Excecionais ou não. O que não pode haver é recados pela comunicação social. Tal como aquele momento em que se ouviu da boca do Presidente da República dizer a uma cidadã, militante/simpatizante de um organização da extrema-direita que o provocava: – “Diga aos portugueses para votarem noutro Governo”. Ora, em democracia, não se vota em governos. São outros motivos de preocupação.

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