No último triénio de que havia números apurados (2017-2019), a média de mortes por afogamento era de 7,3, tendo duplicado no triénio 2020-2022: 15 mortes por ano, (14 em 2020, 12 em 2021 e 19 em 2022, de acordo com dados do INE): 16 crianças até aos 4 anos, 3 crianças entre os 5 e os 9 anos, 7 adolescentes entre os 10 e os 14 anos e 19 jovens entre os 15 e os 19 anos.
Em termos de padrões de ocorrência dos afogamentos com crianças e jovens: é nos rapazes que se verifica o maior número; as piscinas são o local onde acontecem mais; nos últimos anos tem havido poucos casos em poços e tanques e aumentados os casos em planos de água naturais (ex.: rio, praia); a maior parte dos afogamentos em piscinas foi com crianças dos 0 aos 4 anos; nos rios/ribeiras/lagoas aconteceram mais no grupo dos 10 aos 14 anos; nas praias verificaram-se mais no grupo dos 10 aos 14 anos; aconteceram mais em junho, julho e agosto.
Neste sentido a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), como já é habitual, leva a cabo a Campanha de Prevenção de Afogamentos de Crianças e Jovens, em conjunto com a Guarda Nacional Republicana (GNR). Esta campanha alerta para a forma de ocorrência deste acidente:
A morte por afogamento é rápida e silenciosa! O objetivo é sensibilizar as famílias para a importância das regras de segurança a respeitar junto da água, nomeadamente, nas praias, rios, barragens, piscinas ou tanques e dar-lhes a informação certa para que possam proteger as suas crianças e alertar para a ínfima quantidade de água que é suficiente para que o afogamento de uma criança ocorra. Proteja as suas crianças.




