Sexta-feira, 1 de Maio de 2026
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PS convoca reunião extraordinária para solicitar alteração do funcionamento das reuniões de câmara

Decorreu hoje, na Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar, uma reunião de câmara extraordinária, solicitada pelo Partido Socialista (PS), com vista à alteração do regimento do funcionamento das reuniões. Proposta foi aprovada, mas Ana Rita Dias vai pedir esclarecimentos ao tribunal.

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O regimento de funcionamento das reuniões de câmara da autarquia aguiarense foi aprovado na primeira reunião do executivo, a 31 de outubro. Recebeu, à data, votos a favor do PSD, votos contra do PS e a abstenção do MAI (Movimento Aguiarense Independente).

Na altura, ficou estabelecido que as reuniões de câmara seriam realizadas de 15 em 15 dias e seriam públicas.

Entretanto, o PS solicitou uma reunião extraordinária para debater o assunto, não concordando com o que foi inicialmente aprovado. Propôs que as reuniões sejam realizadas semanalmente e que apenas uma delas seja pública.

No entender de Ana Rita Dias, presidente da Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar, este “não é um assunto urgente”, pelo que “podia ser debatido numa reunião ordinária”.

“Foi solicitado, no dia 4 de novembro, o agendamento, no ponto da ordem de trabalhos, uma proposta de alteração ao regimento. No dia 7/11 informei que o pedido foi encaminhado para o gabinete jurídico a fim de o mesmo se pronunciar sobre a existência ou não de eventuais irregularidades ou ilegalidades. No mesmo dia, o vereador do PS, Pedro Crespo, respondeu que, caso a proposta não fosse incluída na ordem de trabalhos iriam solicitar a convocação de uma reunião extraordinária”, explicou Ana Rita Dias, dando conta que o requerimento para a reunião extraordinária deu entrada no dia 19 de novembro.

A reunião em causa decorreu esta sexta-feira, com a proposta a ser debatida e votada. Acabou por ser aprovada com votos contra do PSD e votos a favor do PS e do MAI.

Contudo, o assunto está longe de ficar resolvido. Ana Rita Dias fala em “manipulação política” e entende que o documento tem “incongruências”, nomeadamente “a retirada de competências próprias e específicas da lei à presidente de câmara, como a gestão da ordem de trabalhos, a inclusão de assuntos ou não na ordem do dia, o tratamento da agenda, a emissão de documentos e informações aos senhores vereadores”.

O documento aprovado “será remetido para o Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela e para o Ministério Público, para se verificar se há ou não uma usurpação das competências da presidente da câmara”, indicou Ana Rita Dias.

Notícia a desenvolver na edição de 26 de novembro


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