O protocolo ou hierarquia das influências sociais tem vindo a chamar «quarto poder» à comunicação social. Entre nós que vivemos numa democracia envergonhada, desde há 34 anos, tem-se usado e abusado dos meios de informação, a ponto de já se escutarem vozes de pessoas responsáveis a chamar-lhes primeiro poder. E, por ironia desta disputa anti-democrática, até se tem verificado que alguns jornalistas utilizam o seu exercício para trocarem o quarto poder pelo quarto do poder. Todos nós conhecemos casos desses, às mãos-cheias. A televisão pública é um paradigmático exemplo, como se tem verificado nos últimos tempos, com directores de informação a atraiçoarem-se, reciprocamente, na ânsia do «assalto» a esse próprio poder que interfere nos restantes
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