Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2024
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Rádio RMG chega aos emigrantes de todo o mundo

De um desafio lançado por um amigo nasceu a rádio RMG, criada a pensar na comunidade portuguesa espalhada pelo mundo. Em quase 10 anos de atividade, conta com dois milhões de ouvintes e passa 90% de música portuguesa

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Carlos Machado nasceu no Luxemburgo, mas só mais tarde se fixou lá, depois de uma passagem por Valpaços, terra natal dos pais.

Em 2012, na sequência de um problema de saúde, teve de deixar de trabalhar e um amigo desafiou-o a criar uma rádio, para “estar entretido”. Desafio feito, desafio aceite e assim nascia a Rádio RMG. A primeira emissão aconteceu no dia 5 de julho de 2014 e Carlos ainda se lembra da primeira música que passou, “era do Zé Amaro”, conta.

Feita por voluntários “que dedicam o seu tempo livre” à rádio, a RMG chegou, nestes anos, a cerca de dois milhões de ouvintes, de vários pontos do globo, sendo que “90% da música que se ouve aqui é portuguesa”, refere Carlos Machado.

Durante o dia, “e porque os nossos colaboradores têm os seus empregos, a rádio está em automático”, explica, indicando que “temos vários programas, desde os discos pedidos, aos de músicas românticas, de baile e mais antigas”. E até o presidente da câmara de Schuttrange, no Luxemburgo, a ouve. “Ele gosta e está a aprender a falar português”, até porque, diz Carlos Machado, “a qualquer lado que se vai se ouve falar português. A comunidade portuguesa é a maioria aqui”.

Sobre a vida de emigrante, não esconde que “é difícil”, mas confessa que “os portugueses adaptam-se bem”.

E é precisamente a pensar na comunidade portuguesa espalhada pelo mundo que Carlos Machado decidiu levar a cabo um convívio, em Valpaços, dedicado aos emigrantes. “As festas de Valpaços são em setembro e nessa altura já não há emigrantes. Falei com o presidente da câmara e, além do convívio, conseguimos também ter um dia dedicado ao emigrante, em agosto, com concertos”.

“O convívio é sempre no primeiro domingo de agosto, no âmbito da Feira Franca. Este ano vamos para a sexta edição”, refere.

Voltando à rádio, que tem locutores em Nice, Paris, Luxemburgo e Valpaços, o objetivo é, “dentro de pouco tempo, termos um jornalista também, que possa dar conta das notícias aos emigrantes”, conclui Carlos Machado.

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