Terça-feira, 17 de Maio de 2022
Levi Leandro
Engenheiro. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Repensar a Política…

Considero que a comunicação social, escrita, falada e “subsidiada”, é a principal responsável pela maioria absoluta de António Costa (AC).

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Pactuou com a demagogia socialista e, deliberadamente, desviou da agenda eleitoral a desastrosa gestão política levada a cabo por um governo incompetente, clientelar e nepotista. Tacitamente deu voz ao Chega para atacar de forma populista os partidos da direita democrática, para esconder a inexistência de um programa político, de AC e do Partido Socialista, para a modernização do país. 

A imprensa é, também, culpada pelo atraso em que o país se encontra, pois repescou dos tempos de Sócrates, o ambiente do medo que tem levado a maioria dos portugueses a optar por uma falsa “segurança social”. Qualquer tentativa de ser diferente é reprimida através da humilhação. Diz-se que “o aluno justifica o professor”. Não tenho dúvidas que AC justifica Sócrates, a forma como a bazuca e outros fundos europeus serão “gastos” nada vai acrescentar a Portugal.

Vejam o que aconteceu com os célebres helicópteros Kamov, com o sistema SIRESP, com as máscaras antifogo, com o lítio, com os não impostos das barragens, ou com o hospital militar de Belém AC é, alegadamente, a personificação da gestão casuística dos dinheiros públicos.

O que se passou nas últimas eleições legislativas revela também que o PSD precisa urgentemente de uma renovação. Rui Rio avançou à sua maneira, séria, para uma luta com AC, sem cuidar do real estado político do PSD. Perdeu as eleições também, por culpa do designado “fogo amigo”, dos elitistas comandados por Marcelo, do antijogo quase permanente do ponta-de-lança do Espinho e de vários presidentes das distritais, que tendo sido todos perdedores, deveriam ter colocado os seus lugares à disposição, convocando eleições. A sua renovação ou legitimação é urgente e necessária, porque o PSD precisa de novas pessoas a fazer política, como Carlos Moedas.

No nosso distrito, a situação é mais preocupante, o PSD teve a segunda derrota em 47 anos de democracia. Para isso muito contribuiu a ex-deputada do PSD, Manuela Tender, substituída em 2019 pela distrital por Claúdia Bento, Tender abandonou o partido que a colocou oito anos em São Bento com as respetivas mordomias. Vestiu a camisola do Chega e obteve uma votação significativa nos concelhos de Chaves, Valpaços, Régua e Vila Real, que lhe permitiu obter a sua vingançazinha, pois retirou um deputado ao PSD. 

Mas a demonstração cabal de que o distrito foi relegado para um plano inferior foi o resultado eleitoral na Régua, sem peso, e o desplante que as comissões políticas distrital e nacional tiveram, ao não indicarem em lugar elegível, nenhum candidato com dimensão de Vila Real, optando por indicar militantes sem qualquer expressão política como ficou demonstrado nas urnas. 

Concluo com o que o Presidente Zelensky nos tem oferecido em situação trágica, verdadeiras lições de humildade, coragem e liderança, um autêntico general sem medo, mostrando-nos que ainda há gente com caráter na política, e que não possuem uma coluna vertebral gelatinosa, exemplo que devia ser seguido por todos o(a)s político(a)s e aprendizes de política(o)s.

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