O uso incorreto destes medicamentos tem vindo a contribuir para um problema de crescente relevância: o desenvolvimento de resistência bacteriana aos tratamentos disponíveis, o que se traduz numa maior complexidade e dificuldade no tratamento de diversas infeções.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, em 2023 uma em cada seis infeções bacterianas não respondeu eficazmente aos antibióticos. Entre 2018 e 2023, a resistência aumentou mais de 40%. Na União Europeia, cerca de 33.000 pessoas morrem todos os anos devido a infeções resistentes aos antibióticos.
Quando as bactérias se tornam resistentes, exigem tratamentos mais complexos, o que pode provocar complicações graves, ocorrendo em casos extremos, a morte. Um dos principais motivos desta resistência é o uso inadequado de antibióticos.
É importante recordar que os antibióticos não tratam infeções causadas por vírus, como gripes ou constipações. Nestas circunstâncias, a sua utilização não só não apresenta qualquer benefício clínico, como contribui para o agravamento do problema da resistência bacteriana.
Para garantir a eficácia dos antibióticos, segundo a (DGS; 2025) é essencial seguir algumas regras: usar apenas quando prescritos pelo médico; respeitar a dose, o horário e a duração do tratamento; não interromper o antibiótico antes do tempo, mesmo que os sintomas melhorem; não utilizar antibióticos que sobraram de tratamentos anteriores, estes devem ser entregues na farmácia; nunca partilhar antibióticos com outras pessoas, pois o tratamento adequado varia de caso para caso.
Usar antibióticos de forma responsável é uma medida essencial para proteger a saúde de todos e garantir que estes medicamentos continuam eficazes no futuro.




