Saber como elas mordem

“Saber como elas mordem” não é uma frase tola. Apelidada de popular – popularucha – pensa a erudição bacoca que ela encerra o que de mais retrógrado existe na mentalidade conservadora, a tal mentalidade que a mesma erudição julga encher, do fundo ao cimo, a vasilha da sabedoria transmontana. Por causa destes equívocos dos bem-instalados […]

“Saber como elas mordem” não é uma frase tola. Apelidada de popular – popularucha – pensa a erudição bacoca que ela encerra o que de mais retrógrado existe na mentalidade conservadora, a tal mentalidade que a mesma erudição julga encher, do fundo ao cimo, a vasilha da sabedoria transmontana. Por causa destes equívocos dos bem-instalados que medem pela mesma rasa o toro da madeira, o alqueire do trigo ou a fraga do granito, anda o país às turras, com a evolução. A imbecil tartaruga ultrapassa-nos, o idiota do caranguejo, mesmo às arrecuas, consegue ir-nos à frente, e a nossa sina de expectante auditório não consegue discernir a razão de tanto disparate. Que fazer? Talvez isto:

Se

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