Terça-feira, 29 de Novembro de 2022

Santa Sé eleva igreja matriz de Torre de Moncorvo a Basílica

O Papa Francisco, através de um decreto da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, concedeu o título de Basílica menor à igreja matriz de Torre de Moncorvo, na Unidade Pastoral de S. José, Arciprestado de Moncorvo.

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Esta atribuição reconhece a importância deste templo na ação pastoral, litúrgica e espiritual e o seu valor patrimonial e arquitetónico.

D. José Cordeiro, administrador diocesano de Bragança-Miranda e arcebispo metropolita eleito de Braga, recebeu a notícia “com gratidão à Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos”, considerando que ela “é um sinal da memória agradecida do Arcebispo Santo S. Bartolomeu dos Mártires que ao tempo terá pensado na criação de uma diocese cuja sede fosse naquela igreja matriz”.

A celebração solene da promulgação do título está prevista para o dia 18 de julho de 2022, memória do Arcebispo São Bartolomeu dos Mártires, pelo que ficará a ser o dia do aniversário da Basílica.

No uso cristão, a basílica é um edifício sagrado, havendo duas categorias: as basílicas maiores (as papais, que são quatro, e são elas a de S. Pedro, a de São Paulo Fora-de-Muros, a de S. João de Latrão e a de Santa Maria Maior) e as basílicas menores.

Em 2014, a igreja-santuário de Santo Cristo de Outeiro também foi elevada a Basílica, sendo a única em Portugal situada em meio rural.

O início da construção da Igreja Matriz de Moncorvo (Nossa Senhora da Assunção) remonta ao ano de 1544, no local de um templo paroquial primitivo. Situada no Largo General Claudino, em pleno centro histórico da vila, a Basílica apresenta um estilo quinhentista, com uma fachada onde domina uma possante torre sineira, com relógio, e rematada por balaustrada. A sua planta é retangular e tem três naves à mesma altura, bem como uma capela-mor retangular, absidíolos, sacristia e alpendre lateral.

Na parte inferior situa-se um belo pórtico renascentista. No interior existem retábulos dos séculos XVII e XVIII e um magnífico órgão de tubos no coro alto.

O interior do templo encontra-se organizado segundo o esquema de hallenkirchen (igrejas-salão), sendo os cinco tramos das naves abobadados à mesma altura.
A capela-mor ostenta na parede fundeira um retábulo barroco de talha dourada e nas paredes laterais frescos alusivos a cenas bíblicas, entre as quais a “Última Ceia”. Outra notável campanha moderna foi a que deu origem ao retábulo lateral na nave do Evangelho, do século XVII, com painéis alusivos à “Paixão de Cristo”.

A igreja é um dos imóveis com maior valor arquitetónico do distrito, considerado Monumento Nacional desde 16 de junho de 1910.

A proposta de elevação a Basílica foi lançada por D. José Cordeiro e contou com a colaboração da Conferência Episcopal Portuguesa, do Conselho Presbiteral da Diocese de Bragança-Miranda, da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, da Direção Regional de Cultura do Norte, da Junta de Freguesia de Moncorvo, da Unidade Pastoral de São José e de muitas pessoas e instituições.

O templo tem culto regular e pode ser visitado de terça-feira a domingo, entre as 09h30 e as 13h00 e as 14h00 e as 17h30 (inverno).

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