Nos últimos quatro anos, o município de Sabrosa tem a sua dívida estabilizada, com pequenas oscilações ao longo do tempo.
Reduziu a dívida bancária, que tem andado em valores muito semelhantes de ano para ano. Com base nos dados da autarquia, a dívida passou de 2.820.769, em 2020, para 2.638.510 euros no final do ano passado. Ou seja, eram menos 182.259 euros em relação a 2020.
Se recuarmos a 2017, verificamos que houve uma redução mais significativa. No final desse ano, a dívida era de 3.188.241 euros, volvidos sete anos, a dívida desceu para 2.638.510 euros em 2024. Ou seja, são menos 549,731 euros no final de 2024.
A dívida total em 2023 chegava aos 2,82 milhões de euros, em 2022 era semelhante e estava no valor de 2,87 milhões e em 2021 era de 2,62 milhões.
Helena Lapa, presidente do município duriense, refere que “a saúde financeira da autarquia está bem”, mas admite que Sabrosa tem poucas receitas. “E as poucas que tem, ainda devolve meio por cento do IRS aos munícipes”, explica.
Mesmo assim “temos feito uma gestão equilibrada, mas quando se tem um quadro de investimentos como aquele que estamos a fazer neste momento, isso vai obrigar-nos, muito provavelmente, ao recurso ao crédito bancário, porque não temos forma de executar alguns projetos sem esse financiamento. Estamos a falar também de investimento que fica no concelho, para proporcionar melhor qualidade de vida aos nossos munícipes”.
“Um orçamento pequeno como o nosso, onde as receitas são poucas, temos de fazer uma gestão muito cuidada dos recursos”, reafirmou a autarca.
Dados da Direção-Geral das Autarquias Locais (DGAL) revelam que o limite de endividamento da câmara era, em 2021, 10,3 milhões de euros, em 2022 chegava aos 10,8 milhões, em 2023 situava-se nos 11,4 milhões de euros, enquanto no final de 2024 estava um pouco mais elevado em 11,8 milhões de euros. Também ao nível do endividamento, a autarquia tem vindo a registar um aumento ligeiro neste índice, ou seja, o valor até onde pode ir a dívida total das operações orçamentais da autarquia.
Já no que respeita ao pagamento rápido aos fornecedores. O prazo médio de pagamento era de três dias em 2022, reduzindo para um dia em 2023.
O Orçamento Municipal para 2025 é de 22,1 milhões de euros, o “maior da história da autarquia”, representando um aumento de 55% em relação ao do ano anterior, pelo “crescimento significativo que apresenta nos investimentos a realizar e pela definição de prioridades estratégicas que prometem transformar o concelho”.



