Segunda-feira, 20 de Abril de 2026

Situação financeira “estabilizada”

Dados da DGAL revelam uma capacidade de endividamento, do município, na ordem dos 11,8 milhões de euros (2024). A dívida municipal era, no final do ano passado, de 2,6 milhões de euros

CONTEÚDO PATROCINADO >

Nos últimos quatro anos, o município de Sabrosa tem a sua dívida estabilizada, com pequenas oscilações ao longo do tempo. 

Reduziu a dívida bancária, que tem andado em valores muito semelhantes de ano para ano. Com base nos dados da autarquia, a dívida passou de 2.820.769, em 2020, para 2.638.510 euros no final do ano passado. Ou seja, eram menos 182.259 euros em relação a 2020.

Se recuarmos a 2017, verificamos que houve uma redução mais significativa. No final desse ano, a dívida era de 3.188.241 euros, volvidos sete anos, a dívida desceu para 2.638.510 euros em 2024. Ou seja, são menos 549,731 euros no final de 2024. 

A dívida total em 2023 chegava aos 2,82 milhões de euros, em 2022 era semelhante e estava no valor de 2,87 milhões e em 2021 era de 2,62 milhões.

Helena Lapa, presidente do município duriense, refere que “a saúde financeira da autarquia está bem”, mas admite que Sabrosa tem poucas receitas. “E as poucas que tem, ainda devolve meio por cento do IRS aos munícipes”, explica. 

Mesmo assim “temos feito uma gestão equilibrada, mas quando se tem um quadro de investimentos como aquele que estamos a fazer neste momento, isso vai obrigar-nos, muito provavelmente, ao recurso ao crédito bancário, porque não temos forma de executar alguns projetos sem esse financiamento. Estamos a falar também de investimento que fica no concelho, para proporcionar melhor qualidade de vida aos nossos munícipes”. 

“Um orçamento pequeno como o nosso, onde as receitas são poucas, temos de fazer uma gestão muito cuidada dos recursos”, reafirmou a autarca.

Dados da Direção-Geral das Autarquias Locais (DGAL) revelam que o limite de endividamento da câmara era, em 2021, 10,3 milhões de euros, em 2022 chegava aos 10,8 milhões, em 2023 situava-se nos 11,4 milhões de euros, enquanto no final de 2024 estava um pouco mais elevado em 11,8 milhões de euros. Também ao nível do endividamento, a autarquia tem vindo a registar um aumento ligeiro neste índice, ou seja, o valor até onde pode ir a dívida total das operações orçamentais da autarquia.

Já no que respeita ao pagamento rápido aos fornecedores. O prazo médio de pagamento era de três dias em 2022, reduzindo para um dia em 2023.

O Orçamento Municipal para 2025 é de 22,1 milhões de euros, o “maior da história da autarquia”, representando um aumento de 55% em relação ao do ano anterior, pelo “crescimento significativo que apresenta nos investimentos a realizar e pela definição de prioridades estratégicas que prometem transformar o concelho”.

Outros Artigos

Semana Cultural é o “ex-líbris” do Berço D’Ouro

De 25 a 29 de julho, a cultura volta a sair à rua em Santa Marta de Penaguião com a realização da 34.ª edição da Semana Cultural, um evento já emblemático do concelho e que, este ano, homenageia Santa Martha, Padroeira da Região Demarcada do Douro.

Entre o progresso e os desafios

Entre 2013, primeiro ano de gestão da primeira legislatura, e 2024, o município alcançou progressos notáveis na gestão financeira, evidenciando um compromisso sólido com a sustentabilidade e o equilíbrio orçamental.

Município apoia jovens universitários com bolsas de estudo

É intenção do município criar um estímulo à construção de percursos individuais facilitadores da realização pessoal, profissional e social dos jovens vila-florenses e promover, de forma estruturada, transversal e multidisciplinar, o seu desenvolvimento educativo, construindo pontes de ligação destes jovens à sua terra.

Vinho dos Mortos: uma tradição que celebra a cultura e a história local

O Vinho dos Mortos é um vinho regional transmontano produzido com uvas provenientes de vinhas localizadas nas encostas da vila de Boticas, que possuem condições de clima e solo particulares. Uma região classificada como Património Agrícola Mundial, pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.

Barrosã: Raça autóctone de qualidade que contribui para fixar pessoas

A Carne Barrosã é considerada Denominação de Origem Protegida (DOP) desde 1994. A raça autóctone, que tem o solar nos concelhos de Boticas e Montalegre, distingue-se pela conjugação das características genéticas associadas às pastagens naturais e forma de tratamento, que conferem uma qualidade excecional à carne.

Raça Barrosã cada vez mais valorizada pela qualidade

No concelho de Montalegre, tem vindo a aumentar o número de criadores e também de efetivo desta raça autóctone. Atualmente, existem cerca de 2.500 animais adultos (fêmeas e machos), e só no ano passado registaram-se 1.577 nascimentos.

Cultura e turismo de mãos dadas

Situado no coração da vila de Boticas, o Centro de Artes Nadir Afonso é considerado uma das mais importantes instituições culturais do concelho e um pilar fundamental para o desenvolvimento turístico local.

Boticas Parque uma porta de entrada no concelho

O Boticas Parque - Natureza e Biodiversidade, situado no concelho de Boticas e que abrange as freguesias de Vilar, Codessoso e Beça, é um centro de natureza e biodiversidade que promove o turismo sustentável, a educação ambiental e a valorização dos recursos locais.

28 bolsas de estudo entregues a alunos do Ensino Superior

Os alunos abrangidos por esta medida receberam, no ano passado, um apoio financeiro no valor de mil euros, para fazer face às despesas associadas aos estudos. Este apoio, dado pela autarquia, pretende criar condições para que os mais jovens possam prosseguir com os seus estudos.