EnsinoEspecial Ensino: Tecnologia ajuda a cativar alunos para conteúdos menos atrativos

Especial Ensino: Tecnologia ajuda a cativar alunos para conteúdos menos atrativos

A tecnologia já revolucionou o ensino, mas muito mais há para explorar num mundo em constante evolução.

Na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, a Vodafone, através da rede 5G, proporcionou experiências inovadoras a mais de 200 alunos, que fVodafonoram desafiados a aprender conteúdos através da realidade virtual.

Numa demonstração realizada na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, a Vodafone pretendeu comprovar as imensas potencialidades que o 5G pode ter para a educação e para uma escola com 175 anos, localizada no interior do país.

Nuno Bastos, da Vodafone, explicou à VTM as potencialidades que a rede 5G pode trazer ao ensino. “Neste momento, recorrendo à realidade virtual e à realidade aumentada, o conceito de aprendizagem pode ser alterado, pode-se expandir e levar a que os conceitos que anteriormente eram mais teóricos, possam ser potenciados e mais apelativos”.

A aluna Carolina, que estuda ciências, deu a ideia de que em vez de se estar a ouvir o professor a narrar uma matéria durante uma hora e 30 minutos sobre a vida selvagem, era “muito mais interessante ter a experiência que tive com estes óculos de realidade virtual de vivenciar quase de perto a vida selvagem”.

Durante uma aula virtual, os alunos tiveram a possibilidade de serem teletransportados para a casa de Camilo Castelo Branco, em Famalicão, numa “viagem virtual pelas várias divisões, ouviram uma bibliografia feita pela professora de português, que depois, recorrendo à inteligência artificial, foi colocado o retrato de Camilo a falar um bocadinho sobre a sua vida”, revelou Nuno Bastos, acrescentando que o recurso a estas novas tecnologias permite “apresentar conteúdos mais interessantes, de forma a que os alunos valorizem mais a aprendizagem e estejam mais motivados para estudar conteúdos menos atrativos”.

VANTAGENS

Entre as vantagens deste tipo de tecnologia está a facilidade de “trazer ao local” especialistas que estão a milhares de quilómetros para ensinarem em tempo real e que, de outra forma, não poderiam estar presentes; Permitir aos alunos “deslocarem-se” virtualmente a sítios onde, de outra forma, não poderiam ir, com o auxílio da realidade virtual ou aumentada; potenciar a criação de ambientes alternativos ao físico e real, em que pode haver uma interação imediata entre alunos, tal como se estivessem todos juntos no mesmo local físico, mesmo não estando. Estas são apenas algumas oportunidades, mas há muito mais para criar e descobrir num futuro que está próximo.

A tecnologia e a digitalização contribuem para “desmaterializar processos e conceitos, quebrem barreiras físicas, democratizem o acesso ao conhecimento e, com isto, ajudem a reinventar formas de ensinar e de aprender, a qualquer hora e em qualquer local”.


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