Um concelho rico em gentes e património

Com 4.885 habitantes, o concelho de Boticas é conhecido pelas paisagens e pelo fumeiro, tendo, inclusive, uma feira dedicada a este produto que, todos anos, atrai milhares de pessoas

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Situado no coração de Trás-os-Montes, o concelho de Boticas encanta pelas paisagens, mas também pelas pessoas e o seu bem-receber. Com uma área de 321,96 km², Boticas é um verdadeiro refúgio da natureza, com a Serra das Alturas e os rios Tâmega, Beça, Terva e Covas a serpentearem o concelho.

Além da riqueza natural, Boticas conta também com um vasto património histórico, com vestígios de ocupação humana desde a Idade do Ferro. O Castro do Lesenho, por exemplo, é um dos mais importantes sítios arqueológicos da região, a par da Ponte da Pedrinha, uma construção medieval sobre o rio Beça, e a Igreja Matriz de Boticas.

Na gastronomia, destaque para a carne barrosã que, a par do fumeiro e do mel, é um ex-libris do concelho e da região, sem esquecer as tradições ancestrais, como é exemplo o Vinho dos Mortos.

Localizado no distrito de Vila Real, Boticas é um dos seis concelhos que compõem a sub-região do Alto Tâmega. E à semelhança do que acontece um pouco por todos os municípios do interior, também aqui se verifica uma perda de população significativa. Se recuarmos até 1960, Boticas tinha 14.481 habitantes, número que foi decrescendo nos anos seguintes para 10.925 (1970), 8.773 (1981), 7.936 (1991), 6.417 (2001), 5.750 (2011) e 5.000 (2021).

Atualmente, e de acordo com dados relativos ao ano de 2023, Boticas tem 4.885 habitantes, espalhados por 10 freguesias, sendo que 89,9% da população tem mais de 65 anos. Esta perda de população verifica-se, desde logo, no número de nascimentos, que em 2023 foram 23, contrastados com o número de óbitos (87). Quer isto dizer que o saldo natural, ou seja, a diferença entre nascimentos e mortes é negativo (-64). Além disso, há 446 idosos por cada 100 jovens.

A nível económico, a agricultura e pecuária desempenham um papel crucial na subsistência das comunidades locais e na preservação do património cultural. A criação de gado de raça barrosã é uma das principais atividades pecuárias da região. Na agricultura destaca-se a produção de batata, mel e vinho.

O concelho foi fundado em 1836, no âmbito da reforma administrativa e da divisão territorial nacional desencadeada pela Segunda Revolução Liberal de 1832. O município é limitado a oeste e a norte pelo concelho de Montalegre, a leste por Chaves, a sudeste por Vila Pouca de Aguiar, a sul por Ribeira de Pena e a sudoeste por Cabeceiras de Basto.

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