Abrange as localidades de Adoufe, Benagouro, Borbelinha, Calçada, Coêdo, Couto, uma parte do Covelo (aldeia partilhada com a freguesia de Telões, do vizinho concelho de Vila Pouca de Aguiar), Escariz, Gravelos, Minhava, Paredes, Rebordinho, Samardã, Testeira, Vilarinho de Samardã e Vila Seca.
Tem uma área com 37,76 km² e 2.895 habitantes, sendo a quinta com mais população residente do concelho, segundo os censos de 2011. A sua densidade populacional é 76,7 habitantes por km².
“O alargamento da rede de saneamento é o maior investimento de sempre nesta União de Freguesias, onde a população há muito espera por este serviço. Depois, pretendemos avançar para outras localidades”.
Carlos Pitrez
Presidente UF Adoufe e Vilarinho da Samardã
Igreja de Vilarinho de Samardã
Para aqueles que consideram que a agregação das duas freguesia “não faz sentido”, a história revela-nos que a união das duas freguesias “reconstrói”, sob designação diferente, o território da antiga freguesia de Adoufe, conforme ela seria no século XVI, antes da desanexação da freguesia de Vilarinho de Samardã.
Igreja de Adoufe
Largo Renovado em Gravelos
Embora não seja um território urbano, a proximidade a Vila Real coloca a zona sul da freguesia (Vila Seca) como suburbana, uma vez que se integra no limite do perímetro urbano da cidade de Vila Real.
Parque de Lazer e Piscinas da Samardã
Esta localização privilegiada, a poucos quilómetros de Vila Real, leva muitas pessoas a procurar a freguesia para morar, como sublinhou o presidente da UF, Carlos Pitrez, que está à frente da Junta desde 2013. “É uma realidade que temos vindo a constatar, sobretudo na parte sul da freguesia, pela sua proximidade a Vila Real e também pelo ambiente rural, onde se pode apreciar a natureza em estado puro”.
Mão do Homem em Escariz
SANEAMENTO BÁSICO
Ainda longe da média nacional ao nível do saneamento básico, o grande projeto do atual executivo, liderado por Carlos Pitrez, é a concretização das obras de saneamento, que “vão arrancar em breve”.
“A população já está à espera por essa obra há muito tempo”, porque “é uma necessidade para melhorar o ambiente, numa freguesia que tem apenas um terço de cobertura”.
O autarca acrescentou ainda que este “é o maior investimento de sempre” que se faz nesta União de Freguesias, esperando que depois da conclusão desta empreitada, a rede de saneamento “seja alargada para as outras aldeias, que ainda não têm este serviço”.
O investimento é da empresa Águas do Interior Norte (AdIN) na ordem dos 2,9 milhões de euros para a ampliação da rede de saneamento básico nas localidades de Paredes, Coêdo, Escariz e Calçada.
A IMPORTÂNCIA DA ESCOLA
Escola de Vila Seca
A União de Freguesias tem ainda três estabelecimentos de ensino a funcionar (Jardim de Infância e EB1 de Vila Seca; Jardim de Infância de Gravelos; Jardim de Infância e EB1 de Vilarinho da Samardã), que pertencem ao Agrupamento de Escolas Diogo Cão.
Com cerca de 70 alunos, nos diferentes anos de ensino, Carlos Pitrez lembra a importância do ensino continuar na freguesia. “É fundamental para dar vitalidade às aldeias, que sofreram bastante com o fecho das escolas primárias”, destacando que os espaços “são acolhedores” e incrementam o sentimento de pertença à terra, desde tenra idade.
Além disso, Carlos Pitrez frisou que “é muito melhor estarem em escolas mais pequenas, com todas as condições, onde os professores conseguem dar mais atenção aos miúdos, que assim não necessitam de se deslocar para um centro escolar em Vila Real”.
Pontos de Interesse
Espigueiro
EucaliptoCentenário em Vilarinho da Samardã
Fojo do Lobo (Imóvel de Interesse Público), em Samardã
Parque de Lazer e Piscinas da Samardã
Monumento megalítico da Veiga da Samardã
Igreja de Vilarinho da Samardã
Casa onde viveu Camilo Castelo Branco, em Vilarinho da Samardã
Eucalipto de Vilarinho da Samardã, plantado em 1913 pelo padre Luís Castelo Branco
Estela-Menir de Vilarinho da Samardã
Igreja de Adoufe
Mão do Homem, em Escariz
Capelas, moinhos, espigueiros, eiras (em várias localidades)
Serra do Alvão
Rio Corgo
FOJO DO LOBO
Localizado em Samardã, o Fojo do Lobo está classificado como Imóvel de Interesse Público, desde julho de 1986. Trata-se de uma estrutura constituída por um muro de alvenaria de pedra seca, com cerca de três metros de altura, formando um recinto de planta sub-retangular com um buraco para a passagem de uma cabra.
A estrutura era utlizada para capturar e abater lobos, uma espécie hoje protegida, mas que durante anos foi perseguida pelas populações locais.
O fojo era usado como armadilha, em que o lobo era atraído para o seu interior por uma cabra “tinhosa” que era deixada no local.
A sua configuração arquitetónica consiste num muro circular de forma tosca, aproveitando o declive do terreno, com cerca de 50 metros de diâmetro e ligeiramente inclinado para o interior, o que facilitava a entrada do lobo, mas não o deixava sair. Ali ficava à mercê dos caçadores, que o matavam e depois exibiam-no como troféu pela aldeia.
Até o escritor Camilo Castelo Branco, em 1877, se referia nos seus escritos a este fojo.
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