O evento promete encher novamente as ruas da vila, numa celebração que cruza teatro, luz, som e recriações históricas, atraindo visitantes de várias regiões do país e também de Espanha.
A iniciativa, que remonta à Quarta-Feira de Cinzas, começa após a missa da imposição de cinzas na Igreja de Nossa Senhora da Encarnação. A partir daí, os “diabos”, liderados pela figura da Morte, invadem as ruas, sobem às janelas e protagonizam o tradicional “rapto” de jovens, que gritam por socorro antes de serem colocadas num carro de bois puxado pelos próprios diabos.
O cortejo percorre a vila até culminar com a queima da Morte — um boneco de vários metros de altura, construído pelos alunos do Agrupamento de Escolas de Vinhais. A sua destruição simboliza o encerramento das Festas de Inverno e dá corpo ao ditado popular: “quem p’ró rosto da morte olhar, por mais um ano a irá afastar”.
De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Luís Fernandes, o evento tem vindo a ganhar cada vez mais notoriedade, trazendo um número crescente de visitantes. A forte tradição das festividades de inverno nos territórios vizinhos de Espanha tem contribuído para o aumento da afluência estrangeira.
A procura tem sido tal que, no início da semana, a hotelaria do concelho — incluindo hotel, Parque Biológico e alojamento local — já se encontrava esgotada. Também os cerca de 100 fatos de diabo disponibilizados pelo município, para aluguer no Centro Cultural Solar dos Condes de Vinhais, registam elevada procura, esgotando anualmente.
Com previsões meteorológicas favoráveis, o município acredita que esta edição voltará a proporcionar um dia diferente e de forte dinamização cultural e económica para o concelho.
A noite termina no Pavilhão do Fumeiro, com tasquinhas de comida e bebida e animação musical a cargo dos Gaiteiros D’Onor e dos DJ’s Karetus, prolongando o ambiente festivo pela madrugada dentro.





