Entre os dias 1 a 7 deste mês a Juventude Trabalhadora teve uma semana dedicada aos seus problemas, às suas reivindicações e à sua luta. Num momento em que os direitos laborais, a precariedade, os baixos salários e o futuro das mais jovens gerações estão sob uma cerrada ofensiva, é imperativo que os sindicatos, as federações e as uniões, tomarem a iniciativa e mobilizem os jovens trabalhadores a partir de ações de contacto, plenários e lutas concretas.
Nesse sentido foram realizadas várias iniciativas no distrito que promoveram o contacto direto com jovens trabalhadores, através de ações nas empresas, serviços e nos locais de trabalho – é essencial falar com os jovens trabalhadores, muitos deles em estágios, falsos recibos verdes, contratos a termo ou nunca tiveram um contrato digno e que podem ser despedidos a qualquer hora, mostrando-lhes a força da organização sindical.
Nos plenários, reuniões e encontros de jovens – espaços de discussão sobre os problemas específicos que afetam a juventude trabalhadora – os temas mais prementes foram os salários de miséria, que não chegam para viver com dignidade, as dificuldades no acesso à habitação, nos transportes e na alimentação, a desregulação dos horários, o trabalho não pago, assédio laboral e a pressão para aceitarem condições abusivas.
Nessa semana foi igualmente um momento de reforço da organização, mostrando aos jovens que o sindicato é a sua organização de classe e que unidos, organizados e em luta podem melhorar as suas condições de vida e trabalho.
É hora de mostrar que a juventude não aceita a exploração. Por isso exigem:
- Contratos efetivos por cada posto de trabalho permanente
- Aumentos salariais em pelo menos 15%, não inferior a 150€
- Direitos iguais para todos os trabalhadores
- Horários dignos
- Proteção social
A juventude trabalhadora não é apenas o futuro, é também o presente da luta! Cabe-nos a todos nós, garantir que as suas vozes são ouvidas e que a sua força se faça sentir nas ruas, nas empresas, nos serviços e nos locais de trabalho, contribuindo para a luta de todos!”



