Este ano começa bem a minha escrita. Então, lá vai.
Foi em 1919, em Ermelo, que viu a luz pela primeira vez. E, sem saber, aportou desde o berço esta carga similar que persegue os transmontanos: se querem deixar pegada no mundo, têm que ser excepcionais.
Aos outros, que deambulam por esse país fora, especialmente aqueles que eclodem nas modernas maternidades do país litoral, a vida nasce-lhes facilitada. Por cá, onde as maternidades deixaram de ser a prioridade para dar lugar aos cangalheiros, não se nasce impunemente. Trepar o monte da vida é, para os transmontanos, sinónimo de que, a eles, nada lhes será perdoado: algum erro, omissão, falha mesmo que momentânea. A aventura de nascer
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