Segunda-feira, 15 de Agosto de 2022
Paulo Reis Mourão
Paulo Reis Mourão
Economista e Professor Universitário na Universidade do Minho. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

As virtudes da mudança – I

Uma das justificações económicas para a Democracia prende-se com as virtudes da mudança. Quando mudam os eleitos, muda muita coisa e outra tanta fica igual. Comecemos pelo que muda.

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O que muda está estruturado em três dimensões. Essas três dimensões são as expectativas da sociedade, a gestão do bem público e a matriz ideológica de governo.

Quando mudam os eleitos, muda desde logo a esperança do eleitorado e as expectativas da sociedade. Geralmente, as expectativas positivas serão, no início do novo ciclo político, maiores que as negativas – caso contrário, não tinha havido mudança de eleitos. Espera-se que as coisas mudem para melhor; quando se perceber que as coisas não mudaram assim tanto, está terminado o estado de graça ou a lua-de-mel com o eleitorado. Muda também a gestão do bem público. A entrada de novos actores políticos leva a novas formas de gerir o

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