Terça-feira, 28 de Setembro de 2021
Armando Moreira
MIRADOURO Ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Bazuca Regional

Temos vindo a acompanhar com interesse as notícias referentes à aplicação dos Fundos Comunitários extra que, por iniciativa da Presidente da Comissão Europeia, foram destinados aos 27 Estados-membros.

-PUB-

Particular atenção aos dinheiros destinados ao nosso país, que já nos mereceram algumas sugestões, para a sua aplicação a nível regional. As notícias não são animadoras, pelo que se percebe, da aplicação da primeira metade da “Bazuca”. Pouco é consagrado a projetos que gerem riqueza e vamos privilegiar o consumo.  Mais de uma dezena de concursos já abriram para diferentes tipos de prestadores: Famílias, empresas, universidades, autarquias e demais organismos. Explicitando: concursos para Inovação Empresarial – ajudas mobilizadoras e ajudas verdes, das qualificações: Programa Incentivo Adultos e Programa Impulso Jovens STEAM. Floresta – combate a incêndios e constituição de áreas integradas de gestão da paisagem. Bioeconomia, Eficiência Energética, Programa de Apoio a Edifícios mais Sustentáveis e da Transição Digital, Lojas do Cidadão e Fornecimento de Computadores às Escolas. 

Especificando mais: Até ao fim desta década, 60% dos trabalhadores terão acesso a acões de formação e aprendizagem. A resiliência social conta com mais de 4.900 milhões. Quase mil milhões foram destinados a adquirir 139 comboios que entrarão em funcionamento entre 2026 e 2029. A construção da Barragem do Pisão – que pena não ser a nossa no rio Corgo! Transição climática, 6.300 milhões. E 16% dos fundos são para a política de habitação – 2.733 milhões.

Ou seja, a nossa recomendação para que fossem destinados fundos, para as Comissões de Coordenação Regional, caiu em saco roto. As verbas são destinadas aos ministérios tradicionais e pouco haverá para projetos inovadores – para a criação de riqueza.

Um último exemplo: O PRR vai financiar a construção de uma ampliação qualquer do Metro de Lisboa. Perguntamos? Então o Metro não deve autofinanciar-se, como empresa que é? Se a obra não é autossustentável, para quê fazê-la? É assim que se gerem os dinheiros públicos? Pelos vistos é. O que nos angustia é não vermos os nossos dirigentes locais a insurgirem-se contra estes procedimentos. Porque, se não for agora, quando é que veremos a nossa reflorestação avançar, o represamento dos caudais de água dos nossos rios para reconverter a nossa agricultura que está cada vez mais exangue? 

Este período pré-eleitoral, seria uma altura privilegiada, para os candidatos mostrarem o que valem senão ficaremos isolados a pregar no deserto? É o que parece.

Mais Lidas | opinião

O dia que virá depois

“A solidariedade não é facultativa”

Seminaristas confraternizam em Castro Daire

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.