Quinta-feira, 29 de Julho de 2021
Levi Leandro
Engenheiro. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Benzido por um padre menor…?

Relembrando a História, Lúcio Vero foi co Imperador do Império Romano de 161 a 169 d.c, com Marco Aurélio.

-PUB-

Teve uma coliderança curta, não atingindo a notoriedade do seu familiar Lúcio Septimus Severus, que governou de 193 a 211 d.c, tendo sido muito popular entre o seu povo, devido ao facto de ter restituído a moral, após os anos decadentes do governo de Cómodo, e conseguiu conter a corrupção.

Regressando ao presente, foi com total estupefação que em reunião de câmara de 17 de maio, o sétimo vereador, propôs ao executivo a alienação de um prédio de quase dois hectares, pelo valor de 18.174€ à razão de 1€ o metro quadrado, justificando que o “preço de saldo” praticado, se ficava a dever ao compromisso, assumido pelo comprador, de executar a suas “expensas” as infraestruturas necessárias à utilização do terreno.

Da proposta não consta, que a referida parcela de terreno está inserida na Zona Industrial. Não é um lote, mas sim um espaço verde, do qual um terço da área pertence à Zona Especial de Proteção, do Douro Património Mundial tendo a autarquia já iniciado o processo de legalização, para ir ao encontro dos “desejos” do comprador e contrariamente ao afirmado, até possui dois bons acessos.

Sabe-se que no terreno em causa, há cerca de dois anos a esta parte, uma empresa, anda a fazer o desaterro e a transportar as terras para um terreno na atual Zona Industrial, onde se vão criar mais 18 lotes. Como se desconhece que o executivo tenha mandado elaborar e aprovado qualquer projeto para o local, pergunta-se, quem autorizou a execução daquele desaterro e onde foram depositadas as terras resultantes da escavação? Quem foi a empresa que executou o movimento de terras? Será a empresa que pretende agora adquirir o terreno? Pois consta-se que alegadamente, também foi transportado aterro para um prédio em construção na antiga Adega de Vila Real.

Se a escavação não obedeceu a nenhum projeto aprovado o aterro também não o foi, logo tudo foi feito ao deus dará, como é apanágio desta autarquia.

Mas a estupefação atinge o seu auge, quando se constata que é a empresa interessada na aquisição do terreno, que decide quais as infraestruturas a executar no “lote”, apresentando um desenho tipo, de um muro de suporte, cujo custo estimado por eles, justifica a redução do custo para 1€ o metro quadrado. Como é que isto é possível? Executar uma obra num terreno público por um privado sem projeto de construção? Com que direito a autarquia vai pagar a um privado a execução de uma obra de que não se sabe a finalidade? Quantos munícipes, e não só, estariam interessados na aquisição do terreno?
A autarquia ao pretender vender um terreno municipal, onde não é indicada nenhuma instalação industrial, nem há garantia de qualquer investimento, deveria, para que o negócio fosse feito de forma, insuspeita, sem eventual promiscuidade, com transparência e os interesses dos munícipes devidamente acautelados, ter feito a venda em hasta pública.
Constato que o executivo socialista mais que constituído por gente incapaz, é composto por gente capaz de tudo.

Mais Lidas | opinião

Residência alternada

No rumo incerto

CPLP: Para que a queremos?

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.