A questão é quando o poder político confunde humildade com dissimulação, quando transforma “vox populi” em campanha eleitoral permanente, utilizando os meios da Câmara Municipal.
Tanto a rotunda do Km 0 da Estrada Nacional 2, como a cobertura/fachada do Museu das Termas Romanas são problemas antigos que atraem polémicas e paixões exacerbadas, no contexto local.
Durante três anos e quatro meses, o PS rejeitou, sucessivamente, quaisquer iniciativas relativas a alterações em ambos os locais, ignorando a vontade de muitos flavienses, não tendo qualquer dúvida, por exemplo, em destruir o antigo cineteatro, ficando por lá, um buraco!
No entanto, findo o mandato, a maioria socialista lembrou-se que não tem um projeto para a N2 e para o Museu das Termas Romanas e necessita de arranjar umas ideias emprestadas.
Sem qualquer resultado concreto das suas políticas, o Partido Socialista decidiu recorrer a uma cortina de fumo, fácil e barata, para fingir que fez, para fingir que faz e para fingir que fará!
Estamos perante uma tática desesperada, de quem olha para as próximas eleições autárquicas com a consciência de que não justificou o benefício da dúvida atribuído pelos flavienses, em 2017.
Neste sentido é preciso entreter as massas, focando a sua atenção em questões de última hora, cuja sua aplicabilidade não será imediata, retirando questões prioritárias do debate público.
Nada disto é novo, tal como no referendo da Ponte Romana, ou na inauguração de uma placa que um dia irá aparecer, nada disto deve ser levado a sério, é só mais um episódio da “política espetáculo” de quem lidera a autarquia e do seu Goebbels de estimação.
Até ao dia das eleições, vamos continuar a assistir a um conjunto de processos de intenções, tentando gerir as expectativas e as frustrações dos flavienses face a uma governação falhada.
Tenhamos todos consciência disso.





