Haverá em Portugal cerca de 110 000 pessoas dependentes do autocuidado e cerca de 50 000 pessoas dependentes a viver em casa. De acordo com um estudo que acompanhou quase trezentos casos de doentes dependentes, a maioria destas pessoas (60%) teve alta para o seu domicílio, em detrimento da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados ou de outras soluções. Estes indicadores são de extrema importância porque permitem compreender que o destino dos doentes, após alta hospitalar, é a própria casa, colocando sobre as famílias a responsabilidade de garantir os cuidados básicos à pessoa dependente.
O apoio às famílias, frequentemente despreparadas, nesta fase de transição, é fundamental. O primeiro mês, após a alta hospitalar, revela-se decisivo para
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