“Fizemos um protocolo com a Escola Nacional de Bombeiros e Associação Humanitária dos Bombeiros de Vila Pouca de Aguiar. Temos uma expectativa elevada relativamente a esse curso, porque acho que pode ser uma mais-valia para muitos dos nossos alunos”, refere o diretor do agrupamento, Paulo Pimenta, destacando a empregabilidade garantida, já que a falta de bombeiros é uma das queixas das Associações Humanitárias.
“O objetivo é termos uma oferta para toda a região, e fizemos um trabalho com as corporações vizinhas. Há alunos que têm mesmo aptidão para este curso e podem vir para Vila Pouca de Aguiar, já que o curso é 100% financiado, desde o transporte à alimentação e fardamento”, destaca Paulo Pimenta.
Já para a conclusão do terceiro ciclo, os alunos podem também optar por um curso CEF nível 3 de Restaurante/Bar.
Para a seleção destes cursos, a direção associou a orientação vocacional dos alunos e as necessidades da economia local. “O objetivo é qualificar e, a seguir, empregar. Se as empresas têm défice em determinada área, tentamos encaminhar a oferta formativa para aí”. A escola estabelece protocolos com empresas, nomeadamente na área da hotelaria, para formação em contexto de trabalho, e “muitos tiveram lá as portas abertas”, sendo que outros optam por continuar o ensino superior.
Nos últimos anos, há mais alunos a optar pelo ensino profissional, que “antes era visto como o parente pobre da educação, mas essa ideia tem-se vindo a desfazer, porque é uma mais-valia. Os alunos começam a perceber isso e olham para estes cursos com uma perspetiva de futuro”. Atualmente, há 72 alunos no ensino profissional no AEVPA.
CTE INDUSTRIAL
No sentido de contribuir para a modernização, foi aprovada uma candidatura para a criação de um Centro Tecnológico (CTE) na área industrial, cujo investimento ultrapassa um milhão de euros, e que se prevê que seja executado no próximo ano letivo. “Visa apetrechar a escola de meios técnicos e materiais para oferecer um ensino profissional de excelência. Vamos equipar um pavilhão em exclusivo para o ensino profissional, porque o futuro do ensino profissional passa pelos CTE”, afirma, esperando que o investimento permita atrair mais alunos.
À semelhança do que acontece pela região, as escolas do agrupamento recebem “muitos alunos externos”. O Agrupamento de Escolas tem cerca de 1100 alunos, sendo que mais de 20 são de 11 nacionalidades diferentes. “O número tem vindo a aumentar”, adianta o diretor. Os alunos estão, na grande maioria, “bem integrados”, mas para apoiar estes estudantes, a direção criou um gabinete de integração, com uma técnica da área social.
Para o diretor, é essencial que os alunos do agrupamento “olhem para o ensino como uma oportunidade, que não pode ser perdida, porque estão numa fase crucial da sua vida”.
“Fazemos um trabalho de acompanhamento e estamos constantemente a monitorizar a ação deles, para que não se sintam perdidos”, sublinha. Um esforço que acredita estar a ser bem-sucedido, devido ao empenho de todos os professores. “Temos um corpo docente muito bom e estável, há uma ligação quase como uma família deles com os alunos”, destaca o responsável.
A proximidade entre docentes e estudantes é considerada um contributo para o sucesso educativo e a “taxa de insucesso é muito diminuta”.
Pela sua localização geográfica, esta escola está no centro do distrito, tem instalações requalificadas e modernas, equipamentos novos, sendo o próximo passo a substituição do parque informático.
O Agrupamento de Escolas tem certificação EQUAVET de excelência, que foi revalidada este ano letivo, além de ter os selos Escola Saudável, Escola sem Bullying e selo Protetor.




