Quinta-feira, 20 de Junho de 2024
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De que género é a ideologia de género?

Era uma questão de tempo a aparição da ideologia de género no Festival Eurovisão da Canção.

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Este ano foi vencido por um jovem suíço, de nome Nemo, que se considera não-binário, não se identifica nem com o masculino nem com o feminino. E reclama o reconhecimento de um terceiro sexo, o tal “não-binário”, no seu país.

O atual ministro da justiça suíço já manifestou que ficou muito feliz com a vitória no festival e que está disponível para discutir o assunto, e quem sabe, aprovar ou propor uma legislação que reconheça o terceiro sexo.

Senta-se uma pessoa num sofá para ver um bom espetáculo musical (e sobre isto já lá vamos), ouvir umas canções agradáveis ou ver supinas interpretações, e depois começamos a perceber que a música e a canção é o que menos importa ali, mas que tudo se manobra para atingir objetivos políticos ou mensagens com forte carga política, humilhar países, ter simpatias para com os amigos ou vizinhos, passar ideias da moda, ou melhor, para mim, pseudoideias da moda.

Há muito que o Eurofestival se tem vindo a tornar um espetáculo a roçar o deprimente. De vez em quando aparece por lá uma ou outra música de qualidade e bem interpretada, faça-se justiça ao nosso Salvador Sobral, que bem chamou a atenção para a mediocridade musical que é exibida, mas não foi ouvido. A boa qualidade musical é a exceção, porque a esmagadora maioria das músicas são lastimáveis. Digam-me uma canção que vos tenha ficado no ouvido nos últimos anos. Desaparecem todas como fumaça. Muita luz, muito ruído, muita sensualidade, um ótimo espetáculo visual, praticamente uma discoteca montada num pavilhão, para se servida uma zurrapa musical. Agora até já a roupagem e a caracterização satânica apareceram nessa espécie de festival da canção. Aqui há uns anos dava gosto ver o festival e ficávamos colados ao ecrã, boas canções e bons intérpretes, cantavam-se as canções durante alguns dias, agora trocamos logo de canal.

Surgiu em todo o seu esplendor a ideologia de género, que faz passar a deslumbrante ideia de que o género é uma construção social, o masculino e o feminino é uma invenção ou uma colagem que temos de superar, a natureza não vale nada, somos o que quisermos e quando quisermos, com quem quisermos. Que grande invenção! Tenho de dar razão a Miguel Sousa Tavares. Uma juventude que nasceu e vive sem grandes causas, referências ou ideais, tinha de arranjar alguma coisa para se sentir viva. Toca a andar no carrossel dos géneros.

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