Quarta-feira, 6 de Julho de 2022

“É fundamental que as aulas continuem a ser presenciais”

A pandemia veio alterar comportamentos e rotinas, também no que diz respeito ao ensino. As aulas foram, durante algum tempo, dadas à distância, com a tecnologia a ter um papel determinante. Numa altura em que os alunos regressaram à sala de aula, fomos perceber, junto das escolas, o que mudou com a pandemia. Uma coisa é certa, todos concordam que não há nada que substitua as aulas presenciais

O Ensino foi das áreas que mais sofreu com a pandemia. Esta obrigou a grandes adaptações e a um rápido recurso às tecnologias como boia de salvamento. Para Ana Paula Carvalho, diretora do Agrupamento de Escolas Dr. António Granjo, em Chaves, ficaram, sobretudo, “as aprendizagens”. O ensino online “ajudou, naquele momento, a resolver a situação, mas serviu para percebermos que não há como as aulas presenciais”, frisou.

“Com esta pandemia conseguimos perceber que o online é bom, para certas coisas vai ser uma ferramenta excelente, mas é fundamental que as aulas continuem a ser presenciais. É fundamental a presença dos alunos nas escolas e a própria socialização entre eles e com os professores. Só em casos muito excecionais é que o ensino deve ser online, em qualquer nível de ensino”.

Com o regresso às aulas presenciais, “notámos que os alunos estavam mais agitados. Sentiam a necessidade de voltar ao contexto escolar. Estavam muito dependentes das tecnologias, dos jogos, dos telemóveis. Ainda que nada volte a ser como antes, é fundamental que regressem a uma certa normalidade”.

“O ensino online ajudou, naquele momento, a resolver a situação, mas serviu para percebermos que não há como as aulas presenciais”

Porém, “houve ferramentas que ficaram, claro. O ‘Zoom’ ou o ‘Teams’, por exemplo, são muito úteis para realizarmos reuniões online, e cada vez mais serão usadas no futuro. Por exemplo, se um menino tem um problema de saúde e não pode estar presente nas aulas, temporariamente, pode assistir à distância. Isto acontece em casos extremos”, destaca.

Embora já existisse “a utilização do email ou de certas plataformas para ceder materiais aos alunos, agora são mais usadas pelos professores. Neste momento, estamos a usar muito o ‘Teams’ para haver diálogo entre professores e alunos, entre diretores de turma e encarregados de educação. Além de facilitar a comunicação, poupamos muito papel”.

A par disto, “entre docentes, estamos a reformular o Regulamento Interno para que algumas reuniões possam ser sempre online, independentemente de haver pandemia ou não. Pode passar a ser a regra e não a exceção. Estamos a ponderar essa hipótese, porque, nalgumas situações, facilita”, frisa Ana Paula Carvalho.

“Neste momento, todas as reuniões estão, ainda, a ser feitas online por causa dos altos e baixos da pandemia. Ainda não deixámos de realizar reuniões online, mas, para já, o motivo é a instabilidade da situação pandémica. A ideia é que passem a ser à distância independentemente de haver ou não pandemia”.

Quanto à possibilidade de os exames nacionais passarem a ser online já em 2025, Ana Paula Carvalho confessa ter “algum receio, não por serem feitos online, mas mais pela tipologia de pergunta e resposta. Acredito que serão, na grande maioria, constituídos por respostas rápidas, correspondências, etc. Nessa situação, os alunos ou têm a resposta certa ou errada”.

“Não sou contra, mas é preciso ter algum cuidado. Enquanto que numa pergunta de desenvolvimento o aluno pode conseguir alguma pontuação, ainda que não esteja totalmente certa. Pode ser complicado em algumas disciplinas, como a matemática”, adianta.

“O ensino em Portugal caminha, cada vez mais, para o digital. O Ministério entregou computadores aos alunos, portanto, os manuais passarem a ser digitais, como está a ser ponderado pelo Governo, não me parece mal. Vamos poupar o ambiente, acima de tudo”, conclui.[/block]

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