Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2025
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RegiãoEm Murça ainda há residentes que não voltaram às aldeias

Em Murça ainda há residentes que não voltaram às aldeias

Uma reativação na zona de Valongo de Milhais, em Murça, adiou o regresso a casa dos populares retirados na segunda-feira das aldeias desta freguesia por precaução devido a um incêndio de grandes dimensões.

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A informação foi adiantada hoje à agência Lusa pelo presidente da Junta de Valongo de Milhais, Renato Santos. “[O incêndio] esteve praticamente controlado e houve, agora, uma projeção numa zona que pode complicar outra vez as coisas na localidade de Ribeirinha”, afirmou o autarca, que adiantou que há meios posicionados no local.

O incêndio, que teve início no domingo à tarde em Cortinhas, concelho de Murça, alastrou-se por praticamente por toda a zona norte do concelho, entrando ainda nos concelhos de Vila Pouca de Aguiar e de Valpaços.

Por precaução, muitos populares, principalmente os mais idosos, foram retirados de várias aldeias, nomeadamente de Valongo de Milhais e de Ribeirinha.

Pelas 11:00, de acordo com informação disponível no ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), encontravam-se no terreno 688 operacionais, 11 meios aéreos e 235 meios terrestres a combater as chamas.

Renato Santos explicou que estava previsto o regresso a casa dos residentes destas aldeias, que pernoitaram na vila de Murça, na residência de estudantes e no pavilhão desportivo, mas que, face a esta reativação, vai ter que se “atrasar um pouco esse regresso”.

O autarca descreveu um cenário completamente negro à volta das aldeias, onde disse que ficou toda a noite em vigilância e no apoio aos bombeiros e GNR. “Ainda não tive a oportunidade de dar a volta completa pela freguesia”, apontou.

Renato Santos disse não ter conhecimento de habitações queimadas, falando de alguns anexos ou palheiros atingidos. O autarca mostrou estar ainda “bastante preocupado” com a situação.

“Depois do enorme esforço, parecia estar tudo a correr bem, e agora com uma projeção e um bocadinho de vento já volta a estar a arder no meio do mato”, referiu.

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