“O Velho da Horta” de Gil Vicente é a peça que se segue. Trata-se de uma farsa para rir, feita a partir dos jogos de linguagem e metáforas líricas.
E foi precisamente na horta da dona Constança, às portas de Vila Flor, que o elenco da Filandorra, na companhia do presidente da câmara, Pedro Lima, assinalou o início da residência artística à volta da “grande couve”.
Com encenação de David Carvalho, a farsa vicentina é atualizada no tempo e no espaço, “transportando as personagens para uma qualquer quinta do Vale da Vilariça”, reforçando a comédia e a intemporalidade de Gil Vicente a partir da história de um velho muito rico que se enamora por uma moça, mas que por engano de uma alcoviteira perde a sua fortuna.
Nesta versão, Fenandeanes, de alcunha “O da Bota”, é um homem excêntrico no seu dia a dia, que apesar de usar bengala, se desloca de hoverboard para todo o lado.
A nova produção da Filandorra, que tem estreia marcada para 22 de janeiro, conta com o apoio da DGartes/Ministério da Cultura e tem como parceiro principal o município de Vila Flor, que tem em implementação uma nova política cultural que visa reaproximar as populações com a arte do teatro.
landorra, o município de Vila Flor reforçou a parceria com a companhia, “o que vai permitir criar uma Escola Municipal de Teatro para crianças e jovens, dinamizar um Grupo de Teatro Amador” e levar o teatro às freguesias “como forma de combater o isolamento das populações rurais”.



