Domingo, 2 de Outubro de 2022
Victor Pereira
Victor Pereira
Pároco. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Mais educação e menos armas

Na mensagem para o Dia Mundial da Paz deste ano, o Papa Francisco manifesta a sua perplexidade por se investir mais em armamento, superior aos idos tempos do fim da Guerra Fria, do que na instrução e na educação, motores da paz, decisivos para um desenvolvimento humano integral, que “tornam a pessoa mais livre e responsável, sendo indispensáveis para a defesa e promoção da paz”, “alicerces duma sociedade coesa, civil, capaz de gerar esperança, riqueza e progresso.

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Na mensagem para o Dia Mundial da Paz deste ano, o Papa Francisco manifesta a sua perplexidade por se investir mais em armamento, superior aos idos tempos do fim da Guerra Fria, do que na instrução e na educação, motores da paz, decisivos para um desenvolvimento humano integral, que “tornam a pessoa mais livre e responsável, sendo indispensáveis para a defesa e promoção da paz”, “alicerces duma sociedade coesa, civil, capaz de gerar esperança, riqueza e progresso. Deixa o apelo para que os responsáveis governativos invertam este caminho errático e se desloquem mais recursos económicos para a instrução e a educação.

Já não é de agora que o Papa Francisco faz apelos para que se aposte mais na educação, e sobretudo numa educação mais humanista, solidária, integral. Em 2020 lançou ao mundo o Pacto Educativo global para que, como refere na sua mensagem, se possa “forjar um novo paradigma cultural, através de um pacto educativo global para e com as gerações jovens, que empenhe as famílias, as comunidades, as escolas e universidades, as instituições, as religiões, os governantes, a humanidade inteira na formação de pessoas maduras, um pacto que promova a educação para a ecologia integral, segundo um modelo cultural de paz, desenvolvimento e sustentabilidade, centrado na fraternidade e na aliança entre os seres humanos e o meio ambiente”.

Notemos que o Papa Francisco faz uma distinção entre instrução e educação, porque, de facto, hoje ambas estão separadas, mas deveriam ser devidamente integradas, uma educação integral. A escola e a sociedade hoje preocupam-se muito por transmitir conhecimentos, saber, matérias, dados, dar formação e competência intelectual e técnica, e fica para segundo plano o ser, estar e conviver com os outros, a educação, o saber ser humano com e para os outros. E hoje são notórios alarmantes níveis de falta de educação, geradores de grandes conflitos e desequilíbrios familiares e sociais.

É um bom propósito que todos temos o dever de fazer para este ano e para sempre, na família, na catequese, na escola, nas instituições: dar mais tempo à instrução e à educação, articular bem as duas, que todos tenham pleno acesso a estas ferramentas fundamentais para se construir o futuro. A boa Educação permite o desenvolvimento e o crescimento das pessoas, é fonte de liberdade, faz as pessoas mais sábias e responsáveis. É pela educação que podemos mudar o mundo, podemos ter melhores cidadãos, melhores pessoas. É fonte de paz.

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