Com esta noção, o Conselho Sub-Regional de Vila Real da Ordem dos Médicos realizou uma reunião intitulada: “Um Rumo para a Saúde”. Nesta reunião, realizada a 18 de março, para além de diversos profissionais de saúde, estiveram presentes várias instituições de saúde e de educação, autarcas e bombeiros. Muito se discutiu com o objetivo de efetuar um memorando, a ser entregue à tutela, com a identificação dos principais problemas e de estratégias para a sua resolução.
Foram vários os temas abordados, porém a interioridade e a dificuldade de fixação de médicos no interior foi por demais abordada. Não merecerão as populações igualdade de oportunidades em cuidados de saúde?
Sabemos que sim, que algo tem sido feito para manter o país coeso. Mas não temos dúvidas que é insuficiente.
Nos primórdios do SNS foi criado o Serviço Médico à Periferia. Esta iniciativa permitiu que muitos utentes vissem pela primeira vez um médico e permitiu evoluir para um país com bons indicadores de saúde.
Tal reforma transformou Portugal. Infelizmente este desenvolvimento estagnou e fruto da evolução do país e das “crises migratórias nacionais” a prosperidade na altura pensada pode hoje estar comprometida. Temos hoje centros urbanos super-populados com fraca qualidade de vida e com elevados custos de vida. Para o evitar é preciso encontrar soluções.
Na saúde é preciso:
• Tomar medidas para prevenir a doença e promover a saúde aumentado a literacia;
• Unir esforços entre as autarquias locais e os diferentes prestadores de saúde (tal como efetuado na COVID-19);
• Criar diferentes critérios de avaliação em saúde dada a população envelhecida e distante dos prestadores de saúde;
• Dotar os Conselhos de Administração de autonomia na contratação e na flexibilização dos tempos laborais;
• Repensar a distribuição dos médicos pelo território (o número não é insuficiente quando comparada com a média da OCDE). Porém, é preciso fixar médicos no interior: Criando projetos de equipas multidisciplinares; Criando centros de afiliação, com permuta de profissionais, com hospitais do litoral; Criar incentivos financeiros, fiscais e laborais; Criar um número de vagas adequada para médicos em formação quando comparada com hospitais das áreas metropolitanas; Criar condições para que os médicos, após o seu período de formação, se fixem em hospitais mais periféricos criando projetos atrativos, inovadores e pioneiros no país. É preciso ter Unidades de Saúde renovadas, bem equipadas e desburocratizadas
• Um pacto entre os partidos políticos que permita pensarmos na saúde a longo prazo e não vivermos do imediatismo, do mediatismo televisivo e de ideias pessoais.
A Saúde é fundamental. Deve ser permitido que todos tenhamos acesso a bons cuidados de saúde e que retomemos o orgulho no nosso Sistema de Saúde.
Nós temos orgulho na Sub-Região de Vila Real e nos cuidados aqui prestados. Esperemos assim que a tutela olhe para o interior e que pense nestes problemas e nestas soluções. Que lute por País único com igualdade de direitos e de deveres…





