Quarta-feira, 17 de Agosto de 2022
Eduardo Varandas
Eduardo Varandas
Arquiteto. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

O complexo colonial e as suas consequências

Há dias um amigo meu fez-me chegar, em suporte digital, cópia do antigo livro de Geografia da 3ª e 4ª classes, do Ensino Primário Elementar, da autoria de A. de Vasconcelos, publicado pela Editorial Domingos Barreira, do Porto. Dei uma vista de olhos pelas 120 páginas que o constituem, revendo, com uma pontinha de emoção, temas tão diversos como, por exemplo, os rios, as serras, as linhas de caminho-de-ferro e outras matérias que fizeram parte dos primórdios da nossa aprendizagem. No entanto, a parte que mais despertou a minha atenção foi a dedicada à constituição político-administrativa do Portugal de então e o paralelismo que era, e ainda é, possível estabelecer entre alguns dos seus antigos e atuais territórios.

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Nesse sentido e partindo da analogia entre Cabo Verde, e S. Tomé e Príncipe, por um lado, e Madeira e Açores, por outro, debrucei-me particularmente sobre duas das características que melhor definem os espaços territoriais, ou seja, a superfície e o número de habitantes.

Verifiquei então, que Cabo Verde, constituído por 10 ilhas, com uma superfície de 3 822km2, tinha uma população de 150 000 habitantes. S. Tomé e Príncipe, com 934km2, não ia além dos 43 000. A Madeira, com 815km2, apresentava um número de 180 000 e por último os Açores, com as suas nove ilhas, totalizando 2 500km2, congregava 250 000.

Depois de me confrontar com estes dados objetivos, dei comigo a cogitar sobre

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