Segunda-feira, 20 de Abril de 2026

O Presidente para os transmontanos

Encontra-se agendado para dia 18 o sufrágio que elegerá o próximo Presidente da República Portuguesa.

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De acordo com as sondagens, a eleição em apreço mostra-se disputada por cinco candidatos, tendo todos eles perto de 20 % das intenções de voto dos portugueses.

Destes, André Ventura e Cotrim Figueiredo – nos extremos opostos da sondagem – são os que se encontram melhor preparados, o que talvez se justifique pela credibilidade acrescentada de serem figuras de proa dos respetivos partidos.

Gouveia e Melo, o aparentemente independente, era o preferido dos portugueses antes de existirem quaisquer outros candidatos. No entanto, o avançar da exposição pública tem trazido à superfície as lacunas do candidato, que não detêm qualquer experiência política e evidencia alguma impreparação.

Noutro prisma, o Partido Social Democrata e o Partido Socialista apresentam-se com a equipa B, apostando nos suplentes para vencer uma eleição diferentemente importante para ambos os partidos.

Se, por um lado, o Partido Social Democrata necessita de vencer para pacatamente e sem grandes percalços ir governando, o Partido Socialista precisa de não acumular outra estrondosa derrota no seu recente cadastro.

Certo é que ambos apostaram em candidatos que nunca ganharam qualquer eleição, a não ser as internas dos respetivos partidos, circunstância que beneficia claramente os opositores.

Ainda que em eleições de distinta componente, há meio ano CHEGA, PSD e PS destacaram-se dos demais partidos nas legislativas. Acontece que ao momento, o candidato apoiado pelo CHEGA mantêm-se, segundo as projeções que nos chegam, nas fileiras cimeiras das intenções de voto, enquanto os candidatos suportados por PSD e PS já lutam por pontos percentuais com o inexperiente Gouveia e Melo, exercício este que coloca e confirma a clara rejeição do eleitorado PS e PSD aos candidatos por estes abraçados.

Não obstante, adivinha-se que o candidato mais votado pelos transmontanos será Marques Mendes. Não pela sua simpatia ou capacidade, mas pela ligação partidária ao PSD, partido que se mostra enraizado no nosso território.

Recuando a pretéritas eleições, apenas em 2001 – quando o vencedor (Jorge Sampaio) proveio da esquerda – existiu uma eleição com alguma disputa na nossa região. Todos os que se seguiram resultaram no depósito de confiança em candidato oriundo do PSD e com perfil muito próximo de Marques Mendes.

Cavaco Silva logrou 64,61% em 2006 e 65,47% em 2011. Enquanto Marcelo obteve 62,28% em 2018 e 63,50% em 2021. São 20 anos de vitórias sociais democratas e não parece ser a má escolha do PSD ou os remanescentes candidatos que irão ditar o término da vitória laranja em Trás-os-Montes, pelo menos por agora.

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