Sábado, 27 de Novembro de 2021
Armando Moreira
MIRADOURO Ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

O problema não é o virus. É o outro.

Esta pandemia, que se espalhou por todo o mundo, tem sido objeto das mais diversas análises, tendo em vista fazer futurologia sobre o quando, e o como, é que ela irá acabar.  Lemos e ouvimos muitas opiniões: boas e más, felizes e infelizes, umas mais credíveis do que outras. Primeiro as mais infelizes. Os nossos […]

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Esta pandemia, que se espalhou por todo o mundo, tem sido objeto das mais diversas análises, tendo em vista fazer futurologia sobre o quando, e o como, é que ela irá acabar. 

Lemos e ouvimos muitas opiniões: boas e más, felizes e infelizes, umas mais credíveis do que outras. Primeiro as mais infelizes.

Os nossos governantes, e em particular a Direção-geral de Saúde, lá vá falando no “planalto” que as estatísticas da evolução da doença em Portugal vai definindo, para significar, que este flagelo, estando ainda longe do fim, parece está mais ou menos controlado, com um número de vítimas mortais aceitável, perante o quadro que inicialmente descrito. O número de infetados diariamente, mais a norte do país do que no centro e sul, está sob controle, e a capacidade do nosso Serviço Nacional de Saúde (SNS) está absolutamente capaz de dar resposta em termos de tratamento.

Porém, não há que facilitar. Neste sentido, chocou muita gente, inclusivamente a nós, aquele tirada do Dr. Ferro Rodrigues, Presidente da Assembleia da República, na véspera do dia 25 de Abril, quando, a propósito da celeuma que se levantou sobre se era prudente ou não efetuar a Sessão Comemorativa, ele declarou: Eu vou, e não vou mascarado. Uma insolência, para quem tem as responsabilidades de segunda figura do Estado, dando a entender, que esta história das máscaras é mesmo e tão só uma mascarada. 

Mas não é. No programa Prós e Contras da RTP da passada segunda-feira, uma das convidadas, Mariana Sotto Mayor, professora auxiliar da Universidade do Porto, bióloga e investigadora, foi muito assertiva e não contraditada ao afirmar: O problema não é o vírus. O problema é o outro. Explicitando. O Corona, que é um vírus de que pouco se conhece, designadamente a proveniência, em si mesmo, poucas armas temos para o combater. Salvo a máscara que todos devemos usar. Cada cidadão, não é apenas responsável por si mesmo. Ele, na sua irresponsabilidade, não estando protegido é o tal outro que dissemina este agente da infeção viral, ao expeli-lo pela boca, quando respira.

De tal sorte que, esta cientista é categórica em afirmar que, se cada um de nós tiver a preocupação de usar sempre a máscara, em menos de meio ano, teremos a pandemia dominada. Porque o vírus, não tendo vida própria, só subsiste se tiver hospedeiros humanos. 

Está, portanto, na mão de cada um de nós contribuir para acelerar o fim do flagelo. Atitudes responsáveis, ainda que isso nos cause, momentaneamente, alguns incómodos.

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