Quarta-feira, 29 de Maio de 2024
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“Precisamos de mais e melhores acessos à saúde, educação e mobilidade”

Entrevista à cabeça de lista do PS | Fátima Pinto | Administradora | 39 anos

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Quais são as duas grandes prioridades que defendem para o distrito?
A primeira grande linha de atuação que defendemos é a de fixar e atrair pessoas para a nossa região. E, na nossa opinião, isso só será possível se aqui forem criados empregos e empregos qualificados, numa estratégia de contínua aposta na inovação e na tecnologia, associadas aos nossos produtos endógenos, à nossa agricultura e ao nosso turismo, criando valor acrescentado e incentivando os jovens a apostar e a investir nestas áreas, com o adequado incentivo e apoio financeiro por parte do Estado. E, simultaneamente, com políticas concertadas de descentralização de novos investimentos produtivos para os territórios de menor densidade populacional, através de discriminação positiva nas políticas fiscais, associada a novos apoios e renovados programas especificamente criados para o investimento nos territórios do Interior.

A segunda linha de atuação, desígnio final da nossa candidatura, está relacionada com o aumento da qualidade de vida e do bem-estar de todos os nossos habitantes, e que se materializa, naturalmente, em melhores e mais acessíveis serviços públicos, na saúde e na educação, nas condições de mobilidade, infraestruturas e respostas sociais. Tudo isso é fundamental para promover a igualdade de oportunidades e impulsionar o desenvolvimento económico e social do nosso distrito.

O setor da saúde atravessa uma fase conturbada. Na região, o que poderá ser feito para ultrapassar esses desafios?
Em relação ao setor da saúde, é necessário fazer acompanhar o grande investimento, superior a 30 milhões de euros, concretizado nas Unidades Hospitalares de Chaves e Vila Real, com o necessário reforço de médicos e outros profissionais de saúde, que garantam uma resposta adequada às condições específicas da nossa região, designadamente, por estar em causa uma população envelhecida e com múltiplas comorbilidades. Em simultâneo, tendo em consideração a dispersão territorial da população, é necessário reforçar a resposta dos cuidados de saúde primários, com o aumento do horário de atendimento e disponibilização de meios de diagnóstico dos Centros de Saúde, permitindo, desta forma, um sistema assistencial de maior proximidade, mais célere e acessível e, concomitantemente, diminuir a pressão nas urgências hospitalares.

Quanto à ferrovia. Qual a melhor solução?
Relativamente à ferrovia, é preciso olhar para o que está já em concretização e pugnar por maior celeridade, nomeadamente, na eletrificação da Linha do Douro e na sua reabertura entre o Pocinho e Barca de Alva.

A Linha de Trás-os-Montes, desígnio do Partido Socialista de ligar por ferrovia todas as capitais de distrito, constando já no Plano Ferroviário Nacional, é imprescindível que se materialize como linha de Alta Velocidade e com ligação à rede transeuropeia.

Mas o Plano só ficará completo e equilibrado com a criação de uma nova Linha do Corgo, entre Chaves e Régua, num território que depende exclusivamente do modo rodoviário.

Relativamente aos impostos das barragens, qual a vossa posição?
O Partido Socialista, nomeadamente os deputados eleitos pelo círculo de Vila Real, aprovou na última legislatura recomendação ao Governo para que se assegurasse, a curto prazo, as condições necessárias à captação de receitas pelos municípios, no quadro da exploração das barragens aí situadas. Concordamos que os benefícios que as concessionárias extraem da exploração económica das barragens devem ter tratamento fiscal transparente e equitativo, repercutido no desenvolvimento das respetivas regiões, quer por via da captação de receitas fiscais ou financeiras, quer por via do cumprimento de outras medidas de compensação contratualmente previstas.

A perda de população continua a ser um grave problema do interior do país. Que medidas defendem para combater este flagelo?
Esta pergunta vem ao encontro daquilo que é a nossa primeira linha de atuação, já explanada anteriormente, e que é a atração e fixação de população no nosso distrito através de medidas orientadas ao empreendedorismo e à criação de emprego. As pessoas tendem a deslocar-se para os territórios com mais oferta de emprego e melhor remuneração, a par de uma superior qualidade de vida. E o interior, nomeadamente o distrito de Vila Real, deverá ser considerado como oportunidade para resolver o problema de excessiva concentração de população nas grandes cidades, contribuindo para um melhor equilíbrio e desenvolvimento da região e do país.

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