Depois de um incêndio, que ali deflagrou no sábado à noite e onde os bombeiros encontraram um engenho artesanal, composto por enxofre em pó e um recipiente de gasolina, há suspeitas que possa ter estado na origem do incêndio, como afirmou o presidente da Câmara de Santa Marta de Penaguião, Luís Machado. “Suspeitamos de mão criminosa, mas é um caso que sob investigação das entidades competentes (GNR e PJ).
Neste verão, as chamas atingiram o Marão, pelo menos, por Baião, por Vila Real, Peso da Régua e Santa Marta de Penaguião. Neste último concelho com outro incêndio que, no final de julho, lavrou no cume da serra.
Luís Machado afirmou que a serra “está a ser fustigada” e que, se não chover, corre-se “o risco de ficar com o Marão todo queimado”. Por isso, defende “uma intervenção conjunta” entre os municípios rodeados pelo Marão. “Pode ser a oportunidade para os municípios que rodeiam a serra retomarem o protocolo de intenções anunciado em 2015 e avançarem, eventualmente, para uma organização municipal, que permita ter sapadores no Marão e fazer uma candidatura a sério para proteger a serra”.
Na altura, os municípios de Amarante, Baião, Mesão Frio, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião e Vila Real decidiram criar uma associação para promover o “renascimento” deste território e implementar projetos de reflorestação, de prevenção contra os incêndios e de promoção turística.
Disse ainda que o “modelo de gestão” acabou por travar o projeto, mas agora, defendeu, “está na altura” de os municípios recuperarem “essa lógica de organização territorial que permita desenvolver “um projeto conjunto” para reflorestar, reorganizar e proteger o Marão.
“No sentido de, rapidamente, nos organizarmos para tomarmos medidas de intervenção naquela área, de forma a protege-la, torná-la segura e criar riqueza”, salientou, apontando a necessidade de ajudar a manter ou atrair novos habitantes para este território.
O autarca lembrou que existe lá, no alto, um observatório que “está em território de Santa Marta de Penaguião que pretendemos recuperar”. Mas há outras ideias, como a criação de um parque de campismo num dos municípios, um espaço de lazer noutro e podemos fazer locais de visitação ao longo de toda a serra, só que isso só é possível se nos juntarmos todos num projeto global que seja complementar. Se houver movimento diário na serra, ela torna-se mais protegida”, sustentou.





