Quinta-feira, 21 de Outubro de 2021
Vitor Pimentel
Empresário. Colunista de A Voz de Trás-os-Montes

Ser Europa

Perante uma pandemia, a reação das instituições e dos seus líderes tornam-se alvos de fiscalização permanente, sujeitos a considerações justas e injustas.  No contexto do novo coronavírus SARS-CoV-2 que causa a doença COVID-19, muitas críticas surgiram sobre a atuação da Comissão Europeia, do Conselho Europeu e de alguns Estados-Membros. Assim, deixo-vos a minha definição sobre […]

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Perante uma pandemia, a reação das instituições e dos seus líderes tornam-se alvos de fiscalização permanente, sujeitos a considerações justas e injustas. 

No contexto do novo coronavírus SARS-CoV-2 que causa a doença COVID-19, muitas críticas surgiram sobre a atuação da Comissão Europeia, do Conselho Europeu e de alguns Estados-Membros.

Assim, deixo-vos a minha definição sobre o espírito do que é ser União Europeia:

1. Respeitar a soberania e a identidade dos Estados-Membro.

2. Promover a solidariedade entre nações, povos e culturas. 

3. Cooperar de forma contínua e integrada com todos os países. 

4. Partilhar riscos e desafios comuns, procurando novas soluções e compromissos. 

5. Tolerar diferenças de opinião e de pensamento.

No entanto, dado que a União Europeia é um esquema complexo de “check and balances”, exigir contrapartidas aos governos nacionais, também é ser Europa, daí que é dever de cada país individualmente:

1. Assumir responsabilidade individual e não pedinchar sempre que as coisas correm mal.

2. Cumprir com as decisões comunitárias de forma mais assertiva, pró-ativa e determinada. 

3. Reformar as instituições para se alcançar mais eficiência, melhor equidade e mais sustentabilidade.

4. Trabalhar em busca do interesse comum da União, subordinando certos interesses nacionais e, acima de tudo, interesses eleitoralistas.

No futuro, para não clamarmos novamente pelo fim da União Europeia, por não dar aquilo que queremos e/ou necessitamos, talvez seja melhor preparar-nos de forma competente e séria para as eventuais circunstâncias da vida. 

Por cada dia em que a UE não responde aos nossos anseios e ambições, nos outros 364 dias do ano é um fator essencial e indispensável do nosso desenvolvimento e bem-estar.

Daí que o ataque rasteiro feito à Holanda, pelo Primeiro-ministro António Costa, esta semana, é execrável e ridículo. 

Questionar o lugar da Holanda no seio dos 27 é ofender um país que em 1957 fundou a União Europeia, trinta anos antes de Portugal entrar. 

O porta-voz da pedinchice europeia, teve a ousadia de dizer ao Governo de um dos países mais organizados e desenvolvidos do mundo, 4º maior contribuinte líquido do Orçamento da UE (ao invés de Portugal), que só faz sentido fazer parte do “clube” se quiser ser “avalista” dos outros que não cumprem a sua parte. 

Para isto eu só tenho uma qualificação, “insensatez”! .

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