Quarta-feira, 4 de Agosto de 2021
Manuel R. Cordeiro
Professor Aposentado da UTAD. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Ser Rotário

Ser rotário permite-nos estabelecer contactos e ajudar quem mais necessita, em qualquer parte do Mundo.

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Hoje vou falar sobre o Rotary Club de Vila Real, fundado no dia 30 de Novembro de 1966.

O movimento rotário nasceu em 1905 na cidade de Chicago e foi seu fundador um advogado de nome Paul Harris com a colaboração de mais três profissionais: um comerciante de carvão, um engenheiro de minas e um alfaiate. A sua ideia era criar uma associação para fortalecer laços profissionais de amizade. Hoje há rotários em 218 países. “Dar de Si antes de Pensar em Si” é o grande lema de Rotary. O Rotary Club de Vila Real tem desenvolvido um trabalho de grande relevância no apoio às comunidades de Vila Real, onde está inserido. Posso dizer que a colaboração entre o poder local, seja quem for que governe, e o Rotary Club, tem sido excelente e dado ótimos resultados. Quem beneficia são os vila-realenses. As parcerias entre as duas instituições repetem-se ano após ano. Sou sócio deste clube desde Novembro de 2000. Considero um privilégio pertencer a um clube que sempre se tem afirmado como instituição de bem. No Rotary encontrei a possibilidade de pôr em prática o espírito solidário que herdei da minha mãe.

Fui Presidente do clube em 2004-2005, ano em que o Rotary fez 100 anos e fui Governador do Distrito 1970, ao qual ele pertence, em 2009-2010. Para se ser rotário tem que se ser profissional. No Rotary procuramos sempre fazer chegar ao público-alvo todos os fundos que angariamos. Sabemos que isso não é fácil. No entanto, o modus operandi do Rotary permite que esse objetivo se possa considerar atingido. Nós rotários pomos ao serviço dos clubes todas as facilidades que a nossa profissão nos proporciona. É por isso que uma vez escrevi o seguinte: o Manuel Cordeiro rotário, acompanha sempre o Manuel Cordeiro professor universitário, quando este se desloca no âmbito da sua profissão. Fiz sempre isto desde que sou rotário. Fi-lo em Moçambique, em Angola, no Brasil, em Timor-Leste e em outros países.

Em Timor-Leste, um jovem país ao qual nós portugueses estamos muito ligados, por iniciativa do Rotary Club de Vila Real, os rotários portugueses apoiaram jovens adolescentes, pagando-lhes as propinas nas suas escolas e melhoraram condições de funcionamento em algumas escolas, nomeadamente, oferecendo material escolar. Ser rotário permite-nos estabelecer contactos e ajudar quem mais necessita, em qualquer parte do Mundo. É muito gratificante quando chegamos a qualquer país, seja em que continente for, e vermos pessoas que nos sorriem e apontam para o pin que levamos na lapela do casaco. Um rotário pode assistir às reuniões de todos os clubes do Mundo.

Quando chego a um hotel, vou logo saber se algum rotary club tem lá as suas reuniões para nelas participar.

Mesmo no ano como foi o de 2020, e como está a ser o de 2021, os rotários de Vila Real ajudaram a instituição REFOOD a fazer os seus cabazes de Natal, ofereceram leite em pó, fraldas, papas, brinquedos para bebés, etc.

Só por isto já vale a pena ser rotário.

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