No dia 27 de janeiro de 1945, as tropas soviéticas libertaram os prisioneiros, onde eram submetidos a trabalhos forçados e a todo o tipo de humilhações e sevícias inimagináveis, e onde muitos foram exterminados. O que se denomina por Holocausto ou Shoah. Só judeus, terão sido mortos mais de seis milhões, não apenas ali, mas noutros campos e lugares, não esquecendo outros grupos, como ciganos, poloneses, soviéticos, deficientes, entre outros.
Como é que em pleno século XX se deu um acontecimento com tamanha barbaridade, o expoente máximo da maldade humana! A mais insana banalização do mal e a mais estupenda e brutal indústria de morte que jamais se inventou, promovida por um dos países mais desenvolvidos e cultos da humanidade! Dá que pensar! É bom que se continue a fazer memória deste acontecimento, a conhecê-lo, a refleti-lo profundamente, a ensiná-lo, e tudo se faça para que jamais se possa repetir, e não está garantido que assim seja, como vamos vendo, de que jamais se possa repetir, porque a história é mestra da vida, mas tem poucos alunos.
Um estudo de 2023 mostra que entre os jovens americanos com idades entre os 18 e os 29 anos, 20% acreditam que o Holocausto foi um mito. Um mito? Acreditam baseados em quê? Mas será que esta gente não lê, não vê e não ouve? Outros 30% não acreditam nem deixam de acreditar. No Reino Unido, um em cada 20 inquiridos não acredita que o Holocausto aconteceu. Mas não se trata de acreditar. Está devidamente estudado e documentado pelos historiadores. O holocausto aconteceu. Há testemunhos vivos. Não faltam provas. Os edifícios dos abomináveis campos de concentração estão de pé. É inaceitável que se possa alimentar a suspeição de que tudo isto foi uma fabricação histórica e é uma manipulação com objetivos políticos. Não tem ponta por onde se lhe pegue qualquer tipo de negacionismo.
Infelizmente, devido à liquidez histórica em que vivemos, com graves consequências para a memória e para o respeito pelo passado, ao rejuvenescimento de algumas forças políticas, e à existência atual de persistentes graves conflitos revestidos de crueldade e desumanidade, vemos o Holocausto a ser relativizado, manipulado e até negado, o que é inaceitável. Não há nada que se lhe possa comparar. Jamais devemos permitir que seja esquecido ou negado, e toda e qualquer forma de antissemitismo deve ser prontamente combatida.





