Sábado, 3 de Dezembro de 2022
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Barroso da Fonte
Barroso da Fonte
Escritor e Jornalista. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Afinidades pouco recomendáveis em política

Quanto mais velho mais desiludido fico com o que ouço, vejo e sinto.

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A ânsia de poder, o dinheiro, a vaidade e o orgulho em ser mais do que o vizinho, são pecadilhos da sociedade a que pertencemos.

Este tema deveria ser escalpelizado nas escolas e com professores rigorosamente selecionados. Infelizmente, o ensino anda pelas ruas da amargura. E cada governante que chega faz pior do que o antecessor. A culpa não é dos professores, nem dos alunos. É, isso sim, da baixa política. No meio século de democracia que já podemos confrontar com o meio século de ditadura, desandámos mais do que andámos. Olhando para trás continuamos a ouvir uma expressão verdadeira: valia mais uma quarta classe bem feita, do que vale hoje um curso superior desses que provieram das novas oportunidades, dos portefólios, dos exames ad hoc. Para nem falar daqueles que se compram e se reproduzem de formas esotéricas.

Não vou resvalar para casos escandalosos. Que os há, e às mãos-cheias, nesta vil sociedade em que mergulhámos. Prefiro limitar-me às cambalhotas políticas, às traições ideológicas, às rasteiras de mau gosto que ocorrem um pouco por todo o lado, dentro e fora dos partidos.

Não conheço pessoalmente o comentador televisivo e também cronista Sebastião Bugalho. Mas li no blog “Tempo caminhado” que no DN de 18 deste mês publicou uma crónica exemplar. São dele as afirmações que deixa acerca daquilo que Marcelo repetiu sobre a provável candidatura de Passos Coelho. “Há muito se sussurra o seu nome como solução para o partido de ambos ou para lhe suceder em Belém. As declarações de Marcelo Rebelo de Sousa sobre o seu reconhecimento cá dentro e lá fora, sobre o que o país lhe deve e virá a dever poderiam ter sido feitas há meses porque já eram verdade há meses e porque o Presidente está convicto delas há mais. Tiveram, inegavelmente, o condão de coincidirem com a semana mais atribulada da Presidência, materializando um facto político e um novo ciclo mediático, mas isso não lhes retira uma coisa: são inteiramente verdadeiras”.

E conclui Sebastião Bugalho. “Passos é integralmente dono do seu destino. Não deve nada a ninguém, não depende de grupos de interesse, não se comprometeu com figuras ou circunstâncias. É um homem livre e a decisão será sempre dele. O seu partido e os seus concorrentes sabem-no. O governo de Pedro Passos Coelho será recordado como o mais socialmente responsável, equilibrado e moderado dos que já geriram crises em Portugal. Passos não será apenas lembrado por ter dito a verdade aos portugueses e tratado os seus concidadãos como adultos. Será relembrado por ter sido competente, contrariamente ao conjunto de incompetências a que estamos presentemente entregues”.

 

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