Nenhuma fruta me leva a pensar tanto como aquela que procurava enterrada, na frescura da terra. Nos primeiros dias, estalava ainda de saúde.
Outono, com as suas folhas amarelas. As casas, com as folhas caídas nos telhados, pareciam quadros pintados, lembrando a época saudosista do impressionismo.
Na minha imaginação, ouço e vejo gargalhadas e gritos de crianças inocentes que se alimentavam de sonhos e fantasias. Nesta remota lembrança, vejo- -me a desenterrar maçãs e castanhas, escondidas debaixo da terra, usando, ávido, o tacto vivo da descoberta. Era Outono, com um sol alaranjado de final de tarde. Sobre as roseiras, a tarde caía, lenta, sem pressa para o dia repousar na paisagem de um colorido único, repassado de
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