Terça-feira, 9 de Junho de 2026

Comissão Fiscalizalizadora de Contratos provenientes de fundos comunitários

O Parlamento anunciou os membros da Comissão Independente de Acompanhamento e Fiscalização das Medidas Especiais de Contratação Pública, numa lista que tem como presidente Ana Gouveia e Freitas Martins e como membros João Alexandre da Silva Lopes e Sara Younis Augusto de Matos.

O anuncio foi feito com a publicação de Declaração n.º 17/2021, de 15 de outubro em Diário da República.

O organismo tem ainda como membros, Fernando Manuel Xarepe Silveiro, designado pelo Conselho de Prevenção da Corrupção(CPC), e António Albino Pires de Andrade, designado pelo Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção, I. P..(IMPIC)

Assim e de acordo com a Lei 30/2021 de 21 de maio, a comissão terá como missão clara o acompanhamento, fiscalização e “aprovação de medidas especiais de contratação pública em matéria de projetos financiados ou cofinanciados por fundos europeus do PEES e PRR (que se prevê (previa) um pacote de 16,6 mil milhões de euros), bem como a gestão de combustíveis no âmbito do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais [SGIFR] e, ainda, de bens agroalimentares”.

Por esta comissão deve ser assegurado de modo especial o cumprimento das exigências de transparência e imparcialidade aplicáveis aos respetivos procedimentos, não descurando as diretrizes impostas pela União Europeia, sobre as quais, Portugal tem feito “ouvidos de Mercador”.

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“A Comissão deverá desenvolver relatórios de avaliação dos procedimentos – leia-se contratos, os quais irão ser remetidos, ao Governo e à Assembleia da República.
Existem, contudo, dois aspetos fulcrais dos quais dependerá o aproveitamento desta oportunidade única para o crescimento da economia portuguesa: um melhor planeamento da despesa e uma formação adequada e especializada de quem irá gerir tamanho volume financeiro.

Todos esperamos mudanças positivas e um contributo válido, na melhoria do controlo da legalidade, da regularidade e da boa gestão financeira e patrimonial, um bom trabalho desta comissão trará sem dúvida uma mais valia ao erário público, e, ao bolso dos portugueses, visto não se adivinharem tempos de proliferação.

No âmbito da contratação pública, o rigor e o trabalho de assentar num modelo de governação que reforce os mecanismos de controle e escrutínio criando um modelo que permita agregar de forma transparente e sem “pontas soltas” relativo a fiscalização dos contratos provenientes de fundos comunitários.

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