Esse é um dos motivos para os autarcas portugueses viverem confrontados com a pressão entre a necessidade de proceder à reabertura da maioria dos espaços municipais públicos e a cautela que se impõe para evitar um retrocesso no processo de desconfinamento e combate à COVID-19. Uma pressão que recai não apenas sobre piscinas, bibliotecas, centros culturais, mas também, e mais importante, sobre os espaços de Atividades de Tempos Livres (ATL) e colónias de férias.
Tenho perfeita noção de que os ATL e as Colónias de Férias são um importante auxílio para muitos pais que não têm qualquer tipo de retaguarda, nem onde colocar os seus filhos nos próximos meses. Sobretudo depois de, em muitos casos, terem sido forçados pelas entidades patronais a gastar dias de férias durante os longos meses de confinamento imposto pela COVID-19.
As autarquias têm uma responsabilidade acrescida que as compele a ter outros cuidados na hora de decidir pela reabertura, ou não, destes espaços. Há uma responsabilidade social para com todos os munícipes, a qual é ainda maior quando estamos a falar, como é o caso de Macedo de Cavaleiros e de todos os concelhos do nosso distrito, de territórios com populações envelhecidas e com algumas carências sociais.
É, por isso, importante que os nossos munícipes compreendam que mesmo conscientes das necessidades que as nossas famílias atravessam, a abertura dos equipamentos e serviços municipais à população devem ser feitos com muita cautela e responsabilidade. Pelo bem de todos e pela sobrevivência do nosso território.



