Esta data coincide com a criação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), que a cada ano seleciona um tema com o objetivo de chamar a atenção dos países para questões importantes envolvendo a segurança alimentar e nutricional em todo o mundo. O tema proposto este ano é “Direito aos alimentos para uma vida e um futuro melhores”. Este tema enfoca a necessidade de se aumentar a compreensão de problemas e soluções na busca pela erradicação da fome a nível mundial.
Os tempos de incerteza que vivemos, devido às guerras, às alterações climáticas e às sucessivas crises económicas, fizeram com que refletíssemos sobre o que realmente valorizamos, nomeadamente as nossas necessidades mais básicas como o acesso à alimentação.
Preservar o acesso universal a alimentos seguros e nutritivos é essencial e um direito humano consagrado.
É fundamental reconhecer a necessidade de apoiar os agricultores de todo o sistema alimentar, que garantem que os alimentos cheguem do “prado ao prato”.
Apesar dos progressos na melhoria da produtividade agrícola, os sistemas alimentares, a nível mundial, estão desequilibrados. Fome, obesidade, degradação ambiental, perda e desperdício de alimentos são algumas das questões que acentuam este desequilíbrio.
Estima-se que, até ao ano de 2050, a produção de alimentos tenha de aumentar 60% para conseguir acompanhar o crescimento da população mundial. E, no entanto, todos os dias deitamos fora comida que poderia ser aproveitada. Um terço da comida produzida no mundo é desperdiçada.
Os nutricionistas, enquanto elementos das equipas de saúde na comunidade, têm um papel fundamental na promoção de hábitos alimentares sustentáveis, através de recomendações que visam a diminuição do desperdício alimentar, promovendo a procura de alimentos locais e sazonais, e o reaproveitamento dos alimentos, orientando para práticas que reduzam a pegada de carbono.





