Quinta-feira, 19 de Maio de 2022
Barroso da Fonte
Escritor e Jornalista. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Dos melhores nunca se fala

Pretendia neste apontamento quinzenal falar de vários temas coincidentes com o 25 de Abril, que trouxe a liberdade para reconciliar os Portugueses, mas que criou mais injustiças do que havia.

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E a feira de vaidades assentou praça por esta ocasião. Condecorar Rosa Coutinho, com a ordem da liberdade, ele que gritava, alto e bom som, para cortar a cabeça aos brancos e que esteve na origem de um milhão de mortos em Angola?
Também queria lamentar que o dia 20 de abril fosse tão silencioso na Diocese. Dia 21 de maio, os antigos alunos vão ter o seu convívio anual. Temos de puxar as orelhas uns aos outros.

Mas, nesse dia, faleceu Costa Pereira, um mondinense irrequieto, que deixou um rasto de bondade, de generosidade, de fraternidade e de transmontanismo puro. A sua conterrânea Maria da Graça, outra mulher de armas pelas mesmas causas e igualmente a viver em Lisboa, deu-me a notícia. Grande senhora e nobre amiga por Trás-os-Montes e pelos Transmontanos. Logo Jorge Lage, Armando Palavras, Jorge Golias, através dos blogues e não só, choraram a falta deste paladino, promotor cujo biografia, aqui deixo, do Tempo Caminhado:

«Nasceu a 6 de dezembro de 1938, em Vilar de Ferreiros, Mondim de Basto, onde viveu os primeiros anos, repartidos entre a sua terra e Fermil de Basto.
Por volta dos 13 ou 14 anos foi para Vila Real onde aprendeu a profissão de barbeiro e nessa profissão trabalhou em terras como: Famalicão, Nine, São Mamede do Coronado e Lisboa, onde fixou residência em 1961.

Pela mão do seu mestre escola, o publicista celoricense José Lopes, inicia a sua caminhada na comunicação social, com um artigo publicado no extinto Notícias de Basto, em 25 de julho de 1960. Depois foi um nunca mais acabar, com colaboração nos mais diversos jornais da Imprensa Não Diária: o Notícias de Chaves, A Voz de Trás-os-Montes, A Ordem, Terras de Basto, Monte Farinha, Povo de Basto, Ecos de Belém, Notícias do Bombarral, A Voz de Domingo, O Mensageiro, Elo da Bajouca e outros mais, como o boletim do Grupo Folclórico e Recreativo de Vilarinho – Vilar de Ferreiros, de que foi fundador.

É autor de “A Região de Basto e As Ferrarias entre Tâmega e Douro”, “Vilar de Ferreiros, na história, no espaço e na etnografia” e “Nossa Senhora da Graça. Na Fé dos Mareantes”. É aposentado do Ministério da Defesa. casado, pai e avô residente em Lisboa.

Mercê do seu profissionalismo e comportamento no ambiente de trabalho vários são os louvores oficiais que lhe foram conferidos: e por Portaria de 9 de março de 1998 foi condecorado com a Medalha de D. Afonso Henriques, Patrono do Exército, pelo Chefe do Estado-Maior do Exército.
Armando Palavras»

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