Segunda-feira, 15 de Agosto de 2022

Festival Intercéltico de Sendim regressa pós-pandemia

Um festival seguramente diferente de todos os outros que existem em Portugal. A minha primeira presença no festival, bem… nem sei se posso chamar uma presença, foi de certeza algo mais que uma simples presença…

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Decorria o ano de 2010, quando cheguei perto de Sendim com destino ao Festival, depois de uma viagem desgastante, feita por montes e vales durante 4 horas desde Vila Real. Porém, o primeiro pensamento que me ocorreu foi… o que é que estás aqui a fazer, porque de certeza vais ter um fim de semana “secante”.

No entanto, este sentimento depressa desapareceu. Toda a vila de Sendim estava em expectativa, palpitando com os últimos preparativos para a festa.

Os concertos no Palco das Eiras, durante o fim de semana foram paradoxalmente diferentes, mas ao mesmo tempo, contagiantes, colocando toda a gente a cantar e a dançar.

O Festival decorre sobre o lema das línguas minoritárias, o que, obviamente não aconteceu, por um acaso. Já que o evento decorre em pleno coração da Terra de Miranda, representante da língua mirandesa.

Durante o fim de semana, foram passando pelo palco das Eiras, várias bandas tão diferentes como Mercedes Péon, Diabo a Sete, Garma ou UXU Kalhus.

No final da noite e com as Pauliteiras a liderar, a romaria segue pelas ruas da Vila, estando a passagem obrigatoriamente reservada pela mítica Taberna dos Celtas, onde se encontra definitivamente o ambiente familiar, e onde todos os participantes podem repor as energias com um caldo verde e umas receitas bem caseiras, como é o caso do Hidromel do tempo dos Celtas.

Mas o festival não se resume aos concertos, durante todo o dia é proporcionado aos visitantes várias atividades pela organização, tornando-se, também, num local de aprendizagem, onde se podiam absorver conhecimentos, emoções e aprender uma nova forma de sentir Sendim, nomeadamente a homenagem ao Gaiteiro.

Em poucos anos, chegou “finalmente” o reconhecimento Internacional à qualidade do festival com tendências de música Folk. O festival nasceu no ano de 2000, num interior norte esquecido, e numa zona que à data estava condicionada pelos acessos, e acabou por se transformar, com muito mérito de quem o produz, numa referência na zona transfronteiriça do Norte de Portugal e Castela no que respeita à música folk.

Sendim tem a capacidade de fidelizar, porque “prende” quem o visita, por ser um festival único e diferente de todos os outros que proliferam em Portugal.

Este ano pretendo regressar, tal como o festival regressa, porque as “saudades” pela ausência já se acumulam, e porque só ali se consegue sentir uma enorme paz misturada no ambiente eufórico da festa.
Até agosto Sendim.

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